quarta-feira, 30 de março de 2016

142 - Tailândia: Em direcção ao Norte.

Dia 8 de março, 5º de viagem:
Não tenho elementos que o possam confirmar mas, suspeito que a maioria daqueles que chegam à Tailândia em visita de lazer, após curta estadia em Bkk, se dirigem para sul com destino às afamadas praias das ilhas Phi Phi e Phuket. Bem ao contrário, o nosso grupo não vislumbrou uma nesga de praia e muito menos de mar. Em vez disso, apontámos para norte, num circuito de índole mais cultural em busca da história, dos usos e costumes dos tailandeses actuais. No 5º dia de passeio iremos fazer “… a primeira paragem … para visitar Ayutthaya a antiga capita do Sião (antigo nome da Tailândia) com várias ruinas de templos que mostram a riqueza do património deste país. Continuando para Lop buri será altura de apreciar o Phra PrangYot Phra, templo dos macacos. Almoço num restaurante local. A viagem continua até Pjitsanulok … centro de peregrinação budista. Alojamento no Ayara Grand Palace”.
Ayutthaya: Fica situada a uma centena de quilómetros a norte de Bkk. Edificada nas margens do rio Chao Phraia, teve a sua fundação em 1350, tendo sido a maior cidade do mundo e segunda capital do reino de Sião depois de Sukhotai. As ruinas da cidade velha encontram-se bem preservadas no seu Parque Histórico reconhecido como património da Unesco. Até lá, o trajecto realiza-se através de uma excelente auto-estrada como são todas aquelas em que circulámos na Tailândia. O trânsito infernal àquela hora da manhã dá para perceber quais as dificuldades de movimentação para os habitantes de uma cidade de 12 milhões de almas onde existem registados, 7milhões de automóveis a que acrescem mais dois milhões e meio de motos. É o caos! Felizmente, o sentido em que viajamos é o inverso daqueles que se dirigem ao seu posto de trabalho no centro da cidade. Mesmo assim não demorámos menos de hora e meia até à primeira paragem, precisamente em Ayutthaya.
Obs: Não é preciso ser-se especialista em economia para se ter uma ideia da pujança deste Tigre em termos de crescimento económico. A auto-estrada na qual viajámos para norte mais parece uma rua ou avenida (contínua). Entrecortadas por alguns campos de arroz bem cuidados e em diferentes estados de maturação e algumas manchas de floresta (teca), o que vemos de um e outro lado da via são filas intermináveis de milhares e milhares de construções, desde o humilde barraco do artesão até aos modernos e gigantescos edifícios que servem de sede às grandes marcas internacionais. E tudo a mexer a bom ritmo!
Para além do número de veículos em circulação na capital, o sr, Pon Tchai também nos forneceu alguns dados interessantes. Por exemplo: Com o subsídio do estado, o gasóleo fica mais ou menos a cinquenta cêntimos de euro cada litro! As Pic-ups, veículos preferidos dos agricultores* e populações rurais são, literalmente, aos milhões, novinhas em folha. Assim como os ligeiros de passageiros, não se vê um chaço. As principais marcas japonesas encontram-se instaladas no país com unidades de fabrico e montagem que exportam para os outros países da região. As rodovias encontram-se em frenético estado de expansão como o provam os inúmeros e complexos trabalhos que encontrámos ao longo da nossa jornada de cerca de 700 quilómetros até Chang Rai, junto à fronteira Tailando-Lao-Birmanesa. Ver fotos abaixo.
Em Ayutthaia, terminada a visita, empreendemos a etapa seguinte que haveria de levar-nos até à pequena cidade (26,500 h.) de Lop Buri situada cerca de 150 quilómetros a nordeste de Bkk na bacia do Chao Phraya.
A cidade é actualmente um importante polo da atracção turística devido às centenas de macacos que vivem em liberdade no seu seio e em especial, nas ruínas de um velho templo Khmer. Como são alimentados pela população local não temem os humanos, daí tornarem-se salteadores especializados pilhando tudo que lhes cai debaixo de olho (carteiras de senhora, óculos, artigos alimentares etç.). Disse-nos o nosso guia que esta tolerância para com a macacada se deve ao facto de os indígenas terem consciência de que lhes roubaram (destruíram) o seu habitat!?
Terminámos a visita a Lop Buri era meio dia e tal. Ainda nos faltava percorrer um pequeno troço, perto de uma hora de autobus, para chegarmos a um local paradisíaco onde nos aguardava um simples mas excelente almoço tradicional tailandês. Bastaria a beleza do local - é assim que imagino o Éden -, para justificar a deslocação.
Depois de almoço, sob o efeito de uma terrível relanguêra e no estrito cumprimento do programa, prosseguimos até Phitsanulok.
Phitsanulok, antigo posto avançado do Império Khmer, é uma cidade situada nas margens do rio Nan a cerca de 400 quilómetros a norte de Bkk. Foi também uma das capitais da Tailândia durante 25 anos no reinado de Boromma Trailokanat. Hoje em dia a sua importância deve-se ao facto de ser a casa de uma Universidade de referência e da mais importante base militar da região norte da Tailândia. O templo budista Wat Phra Rattana Mahathat é a principal atracção turística da cidade.
*Os agricultores-rizicultores são uma classe relativamente próspera visto que, para além das ajudas do governo, contam com a bênção da mãe Natureza. Conseguem facilmente duas colheitas anuais de onde obtêm cerca de dez milhões de toneladas de arroz “comum” e outros dez milhões do perfumado arroz Yasmin, muito valioso no mercado internacional. Cerca de metade da produção destina-se ao consumo interno.
Fim da jornada. Seguem-se algumas fotos e vídeos

A caminho de Ayutthaia, seu parque histórico (ruínas) e templos:





















Lop Buri, o paraíso da macacada: O velho templo Khmer (ruínas), o templo das oferendas ao Senhor(?) dos macacos e o parque de saltos para a piscina. 













A caminho da almoço num restaurante situado no seio de um pedaço de floresta tropical.








Depois de almoço, nada melhor do que um cochilo na rede!

partida para Phitsanulok onde iremos jantar e pernoitar.


A minha suite no Topland Hotel. 
À partida, o quarto deveria ser partilhado com o João Isidoro, amigo de longa data e companheiro de diversas viagens. Assim foi, mas o casamento durou apenas duas noites. À terceira, quase sem pregar olho, o João não aguentou mais as minhas apneias, emigrou, foi pedir asilo a outro alojamento. Os meus reactores, sempre no máximo dos decibéis e acima de tudo, o receio de que após uma paragem mais prolongada, não voltasse a arrancar, causavam-lhe noites em claro !!!

Autoestradas da Tailândia (fotografias da net não classificadas):




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segunda-feira, 28 de março de 2016

141 - Tailândia: Mercados flutuantes.

Damnoen Saduak e seu mercado flutuante.

Do programa de visitas para este dia, (07/3 - 4ºde viagem) transcrevo: Este dia será dedicado ao mercado flutuante de Dmnoen Saduak … O almoço será num restaurante local nas margens do rio Sampran seguido de um espectáculo de danças … que dará a conhecer a cultura tradicional tailandesa.

De entre os inúmeros mercados flutuantes da Tailândia, este é, sem dúvida, o mais importante e conhecido. Damnoen Saduak é na realidade uma aldeia situada cerca de uma centena de quilómetros a sudoeste da Bangkok muito procurada pelos excursionistas para uma day-trip a partir de Bkk. O seu nome deriva daquele que foi dado a um canal mandado abrir pelo rei Rama IV de modo a permitir a ligação (e navegação) entre os rios Maeklong e Taachin. Este mercado atinge o seu frenesim às primeiras horas da manhã, ainda antes de começarem a chegar as primeiras multidões e o calor se tornar insuportável.
Obs: Continuamos a ter que despertar de madrugada!
A reportagem de hoje resumir-se-á à apresentação de algumas fotografias, por sinal bem exóticas e respectivas legendas. Sem deixar de ter em conta que, hoje em dia, este mercado é acima de tudo um sketch turístico.

Deixando o nosso autocarro para nos dirigirmos ao embarcadouro de onde partiremos numa das características embarcações que navegam nestes canais até ao mercado flutuante de Damoen Saduak.

Embarcadouro com diversos "navios" aguardando os clientes.

Nesta foto nota-se bem que a Stella já apanhou demasiado sol na cabeça!

Início do passeio no canal.

O nosso companheiro Ilídio instalado à barão.

As casas têm os sobrados quase ao nível da água.

Umas milha mais à frente ...

Aqui vive gente que até cuida do seu jardim!

Inscrição à entrada do mercado de Damnoen Saduak.

Também por aqui circulam muitas embarcações a remos, preferidas por alguns turistas. Em muitos troços do nosso passeio, notámos que os canais se apresentam bordejados por matas de diferentes espécies, bananais no caso desta foto.

Mas esta, é a máquina propulsora do nosso iate, outrora instalada sob o capot de uma velha Isuzo há muitos na sucata! Mãos carinhosas cuidam dela como se alma tivesse. E tem mesmo!

Não sei bem porquê mas esta casa fez-me lembrar a arca de Noé ... Pessoas e bichos, lá dentro parece que cabem todos ...!

Plataformas de acostagem do mercado.

Um aspecto do interior do mercado e das mercadorias à venda. De tudo um pouco!

Muitas embarcações ...

E entretanto chegaram muitas mais ...

Hora de ponta!

O calor era tanto que foi necessário oferecer água ao pobre gato.

Aspecto do resort onde nos foi servido o almoço.

A caminho do tacho e já eram mais do que horas!

O nosso grupo no  interior do restaurant ...

O sr. Pon Tchai e a Stella distribuem alguns companheiros ... que estava reservado exclusivamente para nós!

O nosso amigo, Monsieur Silva ataca o esparguete ... Ao lado, a esposa e o Manuel Pisco (a fazer uma boquinha salvo seja)!!! 
Aqui é o sítio para reafirmar que a comida Tailandesa é excelente. Quantidade e qualidade ao jeito dos portugueses. Muito saborosa, sem excessiva condimentação, não me foi possível saborear todas as iguarias que punham à mossa disposição. Na cozinha tailandesa têm primazia os vegetais, cozidos ou salteados e, naturalmente, o arroz. Em quantidades moderadas entram o peixe e as carnes de frango e porco. De bovino ... nem por isso! Quanto às frutas (melão, melancia, papaia, banana, abacaxi etç., entram sempre em quantidades generosas, tanto nos pratos principais como nas sobremesas.

Pon Tchai (Bonsai) e Carina (Calina), o par de quem se fala ...!

A seguir ao almoço, espectáculo. Ai que soneira...!

Espectadores preparados para assistirem a um exercício (trabalho) com elefantes.

Ei-la, a Stella, confirmando que estão todos!

Os Mahoutes (tratadores) montando os seu animais com quem partilham toda uma vida.

Fazendo habilidades ... ou

refrescando o couro na piscina da arena.

Da direita para a esquerda, o Joãzito (assustado?), o ti Cardoso e a mulher Matilde.

O Ilídio, ganda cromo!

A nossa guia, Stella, encontrou cama numa bancada da sala de espectáculos! Eu não disse que depois daquele almoço o que o corpo estava a pedir era uma bela soneca? A dela não durou muito porque o espectáculo envolvia um artefacto que mandava um silvo, que partia precisamente de baixo da sua improvisada tarimba.

Houve danças de todas as regiões e para todos os gostos...

... e porrada à fartazana num combate de boxe tailandês onde vale tudo, até arrancar olhos !!!

Mais alguns vídeos:
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