domingo, 17 de abril de 2016

159 - Aceita o conselho dos outros …


Talvez peque por exagero, esta longa série de posts dedicada à Tailândia. Se isso é verdade, se as fotografias não ficaram lá grande coisa, se os textos são pobrezitos quiçá maçadores ou até irritantes, aqui fica, para ti, caro visitante ou seguidor, a minha sugestão: Experimenta ouvir música, escolhe entre as que já inseri no player alguma que seja do teu agrado.
Antes de fechar a loja, quero deixar a minha impressão final quanto a este destino. Agora. com algum conhecimento de causa! De resto, foi essa a tarefa a que me propus e deixei explícita logo no início das postagens
Pois aqui vai: Na minha opinião a Tailândia:
- É um destino muito procurado pelo turismo de massas com pouca massa. No entanto, apresenta uma aceitável relação preço/qualidade.
- Possui uma rede de infraestruturas e serviços capaz de satisfazer o mais exigente, o que é muito importante na hora de escolher o próximo destino de férias. Cito apenas:
 As óptimas  estradas e autoestradas, o preço muito acessível dos combustíveis e transportes em  táxi,
 aeroportos à europeia, hospitais, hotéis e restaurantes etç.
- É um país bonito do ponto de vista paisagístico, particularmente o norte montanhoso e climatologicamente temperado.
- Sabe lidar com a indústria do turismo de forma muito profissional. Os tailandeses têm consciência da importância que o turismo apresenta para o país e portanto, para as suas vidas, e agem em conformidade.
- Como pessoas, os súbditos de Sua Majestade o rei Rama IX são do melhor, em termos de simpatia, correcção e tolerância para com os estrangeiros. Não fosse esta a Terra dos Sorrisos!

Aquilo que menos apreciei:
- A duração do tempo de viagem a partir da Europa. Sem contar com o tempo que tivemos de aguardar nos aeroportos de escala, sofremos durante catorze horas, mal acomodados dentro de aviões. É obra! Isto, porque por embirração, não quisemos viajar em “executiva”!
- Os circuitos são demasiado standardizados. Por consequência, e isso nota-se à légua, excessivamente comerciais. O que lhes retira parte do interesse e os torna algo cansativos, em particular, a dose massiva de Budas.
Regressaria à Tailândia em viagem de lazer? Sim, em breve, se possível! Mas com algumas correcções ao programa.

A quem possa interessar deixo esta máxima: Aceita o conselho dos outros … mas nunca desistas da tua própria opinião: William Shakespeare.
E agora vou de férias.
Beijos e abraços,

Juan.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

158 - Na hora da despedida.

Último passeio e almoço de despedida.


Sim, parafraseando a letra do fado, há lugares que parece adquirirem um encanto especial quando chega a hora da despedida. Apetecia ficar … só mais uns dias! Repetir umas cenas, ir a sítios que, por falta de tempo, não visitámos: O sul, as ilhas Phi-Phi e Phuket … tanta coisa que gostaríamos de ter visto! Neste 10º dia de viagem que se cumpriu a 16 de Março de 20016, chegou a hora da abalada. Pelas 21h30 haveríamos de estar a bordo de um voo doméstico ligando Chiang Mai a Bangkok. À uma e trinta da madrugada embarcaríamos para a segunda pernada entre BKK e o Dubai. Aí, nova mudança de avião para o troço final, até Lisboa, onde chegámos ao princípio da tarde do dia 14 de Março. 

Junto ao hotel ...

... pacientando até chegar a hora de almoço!

A seca iria ser terrível. Então a Stela propôs: Vai mais uma passeio de Tuc-tuc?
Todos aceitaram, era a salvação. E ela ofereceu, foi por conta da casa!




Mas havia uma pequena penitência. A última dose de "budas".

Agora no Wat Phra Sihng.

Chiang Mai. No restaurante do chinoca mal-encarado.
Último almoço do nosso grupo de companheiros de viagem.
E agora, amigos, também.

As entradas ...

... enquanto os chefes concluíam a sua missão junto ao grelhador!

Olha ... cadê os outros?

Já dentro do autocarro a caminho do aeroporto de Chiang Mai.
O momento em que o Jaime, o nosso guia. era contemplado com a mercida gratificação.

Nesta foto, a contemplada é a esposa do motorista. 

No aeroporto de Chiang Mai, aguardando a partida para BKK.

No Aeroporto de BKK, á passava da meia noite.
Era preciso trincar alguma coisa!  

Aeroporto do Dubai, alta madrugada de 14/03/2016.
Aguardando a mudança de avião e embarque de regresso a casa.

Foto de fraca qualidade, obtida a partir do interior do avião e más condições de luminosidade exterior.Dá-nos uma ideia de como é da capital do Dubai.

Também do interior do avião avistamos a famosa torre Burj Khalifa.

Videos do último dia de passeio.
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157 - Tailândia: A última ceia!


Quando, ao reler o programa da viagem, fiquei a saber que o último jantar do grupo em terras de sua majestade o rei Rama IX da Tailândia seria no “Khantoke”, supus que este seria mais um restaurante que, como outros onde fomos recebidos, reunia estas duas condições: Parque de estacionamento para muitos autocarros e sala de jantar com capacidade para atender em simultâneo, centenas de clientes. E assim era, estando também prometido um espectáculo representativo do folclore local durante o jantar. Foi esta última prestação que espevitou a minha curiosidade pois aquilo que presenciei, não era nem mais nem menos do que o estereótipo de um outro a que havíamos assistido em Bangkok! Resolvi fazer uma breve pesquisa e eis o que descobri:
Khantoke, Khantoke Dinner ou Khantoke dancing Shows são a mesma coisa; eventos que ocorrem diariamente em qualquer restaurante de Ching Mai que possua espaço físico para a sua realização. O seu nome deriva Khan Tok, aquele que tradicionalmente era dado ao trem de serviço constituído por uma mesa redonda apoiada em várias pernas, muito baixa, de maneira a que família e amigos sentados no soalho à sua volta pudessem servir-se confortavelmente. Sobre essa mesa, eram colocados vários recipientes de forma arredondada contendo as iguarias próprias de uma região cujos habitantes são conhecidos como “comedores de arroz”. Esta era uma tradição do povo de Lanna que foi recuperada e da qual se usa e abusa actualmente, com o fim de endrominar os turistas menos informados. Este oportunismo comercial disfarçado de autenticidade é tal, que a palavra Lanna é usada para tudo e mais alguma coisa!
Qual o significado de Lanna? Lanna era um reino fundado em 1262, cujo território extenso e montanhoso, abrangia largas faixas do que são hoje a China, o Laos e a Birmânia. Chamava-se então Sip Song Panna que na língua local significava a terra dos mil campos de arroz. O seu povo distribuía-se por grandes bolsas às quais foi dado o nome de tribos das montanhas, dispersas pelos vales férteis onde cultivavam o cereal, base da sua alimentação. Em Chiang Mai, a cultura dos descendentes do povo de Lanna ainda hoje resplandece. Na maneira de vestir, no canto assim como nas danças e até na espiritualidade, onde se afirmam budistas Teravada mas com um pouco de animismo e superstição à mistura. São muito pacientes, cordatos, amistosos para com estranhos e o sorriso está sempre presente. Dizem alguns académicos que foi devido à sua natureza descontraída e amigável que nunca se deixaram conquistar ou colonizar!

Exemplo da utilização do Khan tok.

 À mesa do restaurante típico "Khantoke".

 Agora, o cafezinho.

 Para jantar e assistir ao espectáculo ... tudo descalço, inclusive os empregados.

 Mesmo à mesa havia sempre muita força de Face-book.

 Um dos anjos que participou no espectáculo.

 Outros anjos, aqui com suas mães (?) e titias!

 A Stella completamente rendida à pequenita.

No mesmo local, uma artesã em traje tradicional.

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

156 - Jóias, Sedas e Orquídeas.


Depois … no reino dos tigres.


Para completar a apresentação, muito sumária, do meu pessoalíssimo ranking das maravilhas norte – tailandesas (ver postagens anteriores), aqui ficam algumas fotografias e respectivas legendas.

Quem aprecia pedras preciosas e jóias de altíssima qualidade certificadas pelo governo ... venha aqui.

Aspecto de uma das oficinas.

Os artesãos prosseguem com o seu trabalho totalmente indiferentes à presença de tantos curiosos.

E a ideia com que fiquei é a de que eles são verdadeiros artistas já que as peças que produzem parecem ser fruto, única e exclusivamente da sua imaginação.

 A aldeia das sedas em Sankamphaeng.

 Entrada para a zona de laboração.

Uma "mostra" de bichos da seda.

 Casulos.

 É dentro desta panela (ao lume) que os bichinhos são assass ...!

 Aparelhos (rodas) de fiar.

 Tecelã ao tear.

 Rota da seda.

 Peças de tecidos de seda.

 Confecção acabada.

 Ídem.

"Oráculo" à porta da fábrica.

Numa plantação de orquídeas:
 Note-se que estas belas flores captam uma parte importante dos seus nutrientes directamente da atmosfera.



 São centenas ...

... ou milhares as espécies que tivemos o privilégio de admirar nesta plantação.

Na Tailândia existem dois santuários para tigres. Um deles, o Tiger Temple, fica a uns cento e poucos quilómetros a oeste de Bangkok, junto à fronteira com a Birmânia. Foi inaugurado em 1999, tem tido muito sucesso na preservação e multiplicação dos animais tendo como responsáveis os monges de uma congregação budista (Teravada). O outro, aquele que visitámos, situa-se em Chiang Mai. É muito apreciado pelos turistas que pagam cerca de trinta euros para entrar numa jaula de tigres adultos com direito a fotografia. Na dos bebés é mais caro!




Daqui podemos contemplar os gatinhos dentro das jaulas.

Ele bem se esforçou mas ... ela não estava para aí virada...

Que se lixe ... é melhor descansar!