terça-feira, 8 de maio de 2012

93 - Delhi, Imagens II


Barbearia para pobres. Aqui, um cliente a ser barbeado sentado no chão enquanto o seguinte aguarda ... sentado no chão!

Escritórios de agências de viagens. Neste quarteirão (Pahar Ganj), contam-se pelas centenas.

O meu restaurante preferido.

Uma alfaiataria instalada sobre um passeio, debaixo de uma ponte.

Subestação eléctrica.

Cortejo nupcial. A charanga precede o noivo montado no seu cavalo devidamente ajaezado.

Barbearia para gente mais endinheirada. A mulher aguarda enquanto o marido é barbeado.

Uma representação dos incontáveis indolentes
e bem nutridos cães de Delhi.

Lavando o vasilhame de uma bem afreguesada leitaria da cidade.

Modernas instalações sanitárias para Ladies and Gents que o município está edificando um pouco por toda a cidade. Mesmo tendo-as a escassos metros de distância, os indianos raramente as utilizam. Será que as acham "finas" demais? Preferem urinar contra qualquer parede, sebe ou portão, indiferentes a quem passa.
Esta já é uma barbearia de luxo!

Num mictório popular como este, urina-se contra uma parede, simplesmente! Não há esgoto nem água e a urina decomposta pelas altas temperaturas forma pequenos riachos que correm ao longo dos passeios. O odor atordoa!

À porta de alguns armazéns na proximidade das estações de CF, ainda se vêm corpulentos bois puxando pesados carros como aquele que a foto mostra. 

Confraternizando com um mendigo.

Um restaurante de rua. A cozinha está instalada sobre o passeio.

Cadeia de restaurantes de Chaat ou Street food.

Abatidos pelas drogas, pelo alcóol ou pela má sorte, jazem como farrapos pelos cantos da cidade. Vi alguns, semi-inconscientes e inertes, estendidos sobre os passeios, motivando ...  a indiferença geral!

O cavalo ainda é bastante usado como meio de transporte na cidade. Estes cavaleiros são vendeores de tapetes e virão, provavelmente, de alguma aldeia distante.
Na Índia, ter uma montureira de lixo ao pé da porta não representa qualquer contrariedade. Bem pelo contrário, lixo é equivalente a património. Dele se alimentam homens e animais, e só depois de despojado de quaisquer materiais com valor comercial (recicláveis) é que é levado para o seu destino final. Onde possivelmente sofrerá uma segunda triagem!
Materiais de construção como areias ou tijolos, ainda são transportados em ceirões como este, sobre o dorso de mulas.

Um pequenino varredor limpa a entrada de uma loja chique!

 Os "ratos do céu" como lhes chama o nosso companheiro de viagem, Manuel Ferreira. São aos milhares, e não tenho qualquer dúvida em afirmar que só na cidade de Delhi consomem diariamente toneladas de cereais. Eles, os corvos e as ratazanas.
O Palika Bazar. Tal qual a feira de Carcavelos até na forma de apregoar. Não cofundir com o Palika Shoping que fica situado na mesma zona mas no sub-solo.
juan_jovi@apo.pt

domingo, 6 de maio de 2012

92 - Delhi, Imagens I


Delhi, sendo embora uma cidade gigantesca se comparada com os nossos “enormes” burgos de Lisboa ou Porto que não vão além dos dois milhões e picos de habitantes, é uma cidade extremamente fácil de percepcionar do ponto de vista topográfico. O seu “core”, talhado à inglesa em 1929 quando a região não era mais do que uma grande coutada de caça, é a Connaught Place. Trata-se de um espaço circular com cerca de 500 metros de diâmetro, limitado por duas coroas de edifícios em forma de sector circular. Estes prédios em arcada, apoiados em pilares tronco-cónicos, estão divididos por blocos aos quais foi dada designação alfabética que vai de “A” a “P”. Foi concebido como Distrito Comercial da cidade e constituem no seu conjunto um gigantesco Shopping. Aqui podemos encontrar, rigorosamente, representações de todas aquelas marcas mundiais que nos são familiares. No centro da Connaught Place há um espaço ajardinado tipo parque, óptimo para o lazer. É muito procurado por jovens estudantes e tem condições para eventos ao ar livre. Tem música ambiente ocidental e claro, está bem guardado. Encerra à segunda feira! Na margem oriental do parque situa-se o Pilka Bazar, uma feira-mercado ao ar livre. O seu homónimo Pilka Shopping, encontra-se instalado no sub-solo. Este conjunto de Blocos delimita dois anéis de circulação, um interno e o outro externo, permanentemente congestionados com um trânsito extremamente ruidoso. Estão lá os “subways” ou passagens inferiores – que poucos usam – permitindo a circulação segura dos peões dentro da área comercial e o acesso às diversas bocas de Metro (Rajiv Chowk). Entre Blocos e estabelecendo a conexão dos “rings” interno e externo, existem as radiais internas. São artérias largas com cerca de 300 metros de extensão, todas elas dedicadas a actividades ligadas ao comércio e à prestação de serviços. Neste momento, a circulação pedestre em algumas delas está muito complicada devido às grandes obras em curso visando a requalificação das infraestruturas. No anel externo vão desembocar as sete grandes vias (radiais externas) numeradas de 1 a 7 que trazem e levam o tráfego a todas as partes da Índia, incluindo o que tem por origem ou destino as cidades satélites de Gurgaon, Huda City, Noida city, Faridabad etç. A cidade possui uma excelente rede de Metro que embora algo “crowdy”, chega a todos os pontos com interesse para o visitante, sendo este meio de transporte o meu preferido. Eis agora algumas imagens:

Tal como diz a placa, os Caminhos de Ferro da Índia são uma instituição muito prestigiada. Serve diariamente milhões de cidadãos que de outra forma não teriam qualquer hipótese de deslocação.
Esta é a fachada da velha estação de New Delhi. A nova fica exactamente do lado oposto a uma distância equivalente à largura das 16 plataformas que as separam. Vai-se de uma para a outra e acede-se às plataformas através de três passagens superiores.

Táxis e Tuc-Tuc's, os pequenos veículos de capota amarela, tambem chamados "autos", aguardando passageiros em frente à Delhi Railway Stn.
Mesmo ao lado da estação acima referida, fica a moderníssima estação do Airport Metro Express. Esta linha foi inaugurada há apenas um ano e nela circula o mais moderno e tecnológicamente avançado Metro do mundo.
Movimento habitual em qualquer uma das 16 plataformas da Delhi Railway Stn. ao longo das 24 horas do dia.
              O acesso às carruagens faz-se através desta escadaria metálica.
                                Movimento no interior da estação.
       A nova estação de Delhi a escassas dezenas de metros do "meu" hotel.

Pormenor artístico no interior da estação.

Moderna linha e estação do  Metro "convencional".

     No centro da cidade são muito poucos os edifícios modernos como este.
                                                  ... ou como este.
                ... ou ainda como este, o novo edifício da Bolsa de Valores.
Centro de feiras e Eventos de New Delhi.

Centro cultural espanhol - Instituto Cervantes.

No interior do Instituto Cervantes.

Por toda a cidade se vêm estaleiros de obra como este. Sinal de que algo está a mexer em Delhi!

Edifícios e obras da Connaught Place.

E a expansão do Metro não para de dia ou de noite!

Uma moderna avenida da periferia. Nem parece que estamos na mesma cidade.

Frondoso e refrescante jardim da Connaught.

O ursinho português entre os 143 "manos" que descrevem um círculo à volta do jardim central da praça.
A placa que identifica o ursinho como sendo portugês.

Alguns do "bonecos" que representam os outros 142 países.

O pulmão verde e denso que envolve a cidade. Mesmo assim, incapaz de contrariar o efeito dos altos níveis de poluição.

NZP (National Zoological Park) ou simplesmente jardim zoológico de Delhi.

                                 Uma vista no interior do parque.

                  Magestoso tigre branco repousando à hora da sesta.

                                      Mais dois habitantes do parque.

Um entre muitos cantinhos "refrescantes" dentro da cidade.

A Porta de Delhi (não confundir com Porta da Índia!).