domingo, 12 de maio de 2013

104 - Istambul, post 2

Muitas fotos e pouco texto ... para não cansar a vista à rapaziada do meu tempo!
 Aqui estamos num largo, espécie de rotunda, no bairro de Karaköi. Um pouco á frente, no sentido do trânsito, começa a Ponte de Gálata que vou atravessar a pé em direcção ao bairro de Eminönü no lado ocidental da cidade. Em direcção à ponte, vai também o Tramway amarelo, que me há-de trazer de volta.
 
 Enquanto caminhava, desde o hotel até à entrada na ponte, topei com algumas situações interessantes como esta: As lojas de ferros e ferragens, torneiros e fresadores (em plena actividade), motores eléctricos, motoenxadas, drogarias ... são em número incomensurável, estendendo-se por kilómetros de ruas.
 A Ponte de Gálata, vista de terra (Karaköi). No tabuleiro superior, muito tráfego e alguns pescadores, poucos porque ainda é cedo. No inferior, comércio e comerciantes. E alguns passantes também!
 O dia estava cinzentão, mas na foto dá para perceber a imponência da mesquita que se avista do outro lado (Eminönü).
 Mercado de peixe fresco junto à estação marítima de Karaköi, à entrada na ponte de Gálata.

 Os pescadores estão a chegar. Neste país não existe a escala das unidades ou dezenas, é tudo aos milhares ... Como exemplo está o facto de aparentemente os cidadãos de Istambul não terem outra ocupação que não seja pescar! Pescam à linha com múltiplos anzóis e daqui retiram diariamente toneladas de uns peixitos parecidos com jaquinzinhos que se encontram à venda por todo o lado. Podemos degustá-los nos bares flutuantes, junto aos locais de atracação dos bateaux-mouche. Provei mas acho que o nosso peixe é mais saboroso.
 Mais pescadores. Notem a catenária do Tram.
 Estas embarcações são um dos meios de transporte mais populares. Também são muito utilizadas para excursões no Bósforo, destinadas a turistas.
 Aqui com maior aproximação.
 Ao longo da ponte encontramos esta espécie de "arcos do triunfo" que dão entrada à passagem para o tabuleiro inferior e vice versa.
 Quase chegando à saída da ponte em Eminönü.
 Uma vista da ponte, em construção, que há-de dar passagem à linha de Metro que fará a ligação entre as duas partes da rede; ocidental e oriental.
 Bares-restaurantes flutuantes. São aquelas barcoletas amarelas e pequenas ao lado dos barcos de passageiros.
 Não, não são fotografias de Internet, são mesmo minhas!

 Uma grande praça na zona de atracação. Ao fundo, um o intermodal barco-autocarro. À direita, barcos-restaurante.
 Provando os tais jaquinzinhos grelhados num desses barcos.
 
Dentro do barco, os cozinheiros e o grelhador em acção!
 Uma vista da futura ponte do Metro, quase concluída.
 
 Certamente um recanto tranquilo, algures na cidade, à sombra desta latada. Bem à portuguesa.
 Afinal os turcos também percebiam de aquedutos! Por baixo passa o trânsito que vem do aeroporto internacional Ataturk e se dirige, através da ponte, para o lado oriental de Istambul.
 A Turquia é um país muito jovem. Por isso se vêm muitos parques como este.
 Biblioteca Nacional.
 Esta não é minha! É a foto de um cartaz que encontrei na zona onde me encontro a passear e que refere esta zona como parte do património histórico-cultural de Istambul, registado pela Unesco.
 Claustros da mesquita de shazade.
 Teto da cúpula e hemicúpulas da mesma mesquita.
 Pormenor do fontanário onde os crentes fazem as sua abluções antes da oração.
 Fachada principal de Shezade.
 Entrada da mesquita (Shezade)
 Cemitério muçulmano.
 Reconstruindo conforme o original, em madeira.
 Esta está a precisar de reforma ...

 Depois de reformadas, ficam assim na sua maioria, transformadas em cafés ou boutiques de luxo.
 Esta também está a aguardar por melhores dias.
 Abluções na mesquita de Sulleymanye.

 Entrada principal da mesquita.

 Conjunto e ...
 Interior.
 

 Banhos turcos, antiquíssimos mas ainda activos. Por isso não são permitidas visitas.
 A necessidade é mãe do engenho. No verão, Istambul é um forno, o que leva  os habitantes e logistas a "pendurarem" os seus aparelhos de ar condicionado conforme podem.
 Uma rua da baixa, lado ocidental.

 E outra ...
 E outra ... sempre apinhadas com bicheza!
 
 Entrada do bazar das especiarias.
 Especiarias.
 ... de todas as proveniências.
 Uma vista do interior do bazar das especiarias.
 E outra. Notem o ar apardalado da velhota!
 
 Rua do bairro de Sirkeci, o mesmo onde fica a estação de comboios.
 Movimento junto à mesquita de Eminönü.
 Estação ferroviária internacional. Aqui chegava o "oriente expresso" e daqui partirei para os bacãs.
 Outra vista da estação com uma zona em obras.
 Paquete navegando no Bósforo.
 Av. marginal do lado europeu.
Ao centro a torre de Gálata vista da ponte. No alto à direita, junto ao grande edifício escuro, fica a Taksim Square.
... Gente, estou cansado! Já imaginaram a canseira que esta moenga dá? Até breve,
Juan.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

103 - Istambul, post 1


Irrequietude, ou "só estou bem onde não estou ... !"

Arquitectar um Blog, não dá grande trabalho. Mantê-lo vivo e actualizado com postagens atraentes, já é outra conversa! E acho que já não estou para aí virado. No entanto, tendo em conta que, com exclusão das redes sociais às quais sou totalmente desafecto, esta é uma maneira muito prática de levar ao conhecimento dos meus familiares e amigos alguns desenvolvimentos do programa em curso, aqui estou de volta à composição. E dado que, para com os principais destinatários destas postagens não preciso fazer cerimónias, permitir-me-ei fazer uso de uma escrita/linguagem ultra coloquial, na raia do familiar.
Pois, meus caros, o projecto de mais esta viagem de longo curso a que me propus e que já está a correr, é bem simples: Viajar de Portugal à Turquia por avião, ficando o regresso sem data, duração ou trajecto pré definidos. Apenas com estas duas ressalvas; será feito por Inter-rail e terá que englobar alguns países dos Balcãs!
Os auspícios para esta jornada não podiam ser melhores. Logo na primeira pernada, e uma vez que ia embarcar no Sá Carneiro, incluí uma passagem por Famalicão, linda cidade minhota onde reside a minha filha Maria Isabel com o seu marido Vasco, o pequeno André, meu único neto varão e a minha neta mais nova, a Catarina Isabel, acabadinha de vir ao Mundo!

Com o meu neto André.

Com a minha pequenina Catarina Isabel.
 
Foram três dias de convívio e plena felicidade que esmoreceu um bocadinho quando no dia 7 pelas seis e pouco da manhã tomei o Alfa que me conduziu a Campanhã. Segui de Metro para o aeroporto a tempo de apanhar o voo Tap até Barcelona, viagem agradável e sem história feita a bordo de um Embraer 145 operado pela Portugália. Em Barcelona ia sofrendo o primeiro percalço. Visto que o tempo para a mudança de avião era muito curto, apenas alguns minutos, o terminal é bastante extenso e não está particularmente bem sinalizado, os monitores pequenos obrigam a que o número do nosso voo desapareça enquanto no seu lugar e no mesmo horário está sendo exibido outro … cheguei à porta de embarque com os bofes à boca! Como não vi qualquer fila, pensei: Já foste! Afinal estava tudo tranquilo porque o voo da Turquish se encontrava atrasado, um quarto de hora apenas. Fiquei também a saber que esta foi considerada a melhor companhia aérea europeia em 2012! E não admira, para além da simpatia inexcedível das meninas os gajos apresentam-nos um menu à escolha e até se dão ao luxo de trazer a bordo um chefe cozinheiro, trajando a rigor com barrete e tudo! Só não vislumbrei onde se situavam as chaminés da cozinha! A meio da tarde, já no Ataturk, o desembarque foi rápido, pois viajo apenas com a mochilita. O pior foram as duas enormes filas, a primeira para comprar o selo (visa) e a segunda para o desembaraço na imigração (controlo de passaportes). Na verdade até se passou tudo de forma relativamente rápida e, em pouco mais de uma hora, já eu me encontrava a bordo do shutle que me trouxe até à Taksim Square, bem no centro do lado asiático da cidade de Istambul. Num abrir e fechar de olhos, percorremos os 25 Km num excelente autocarro, através de ruas e avenidas largas, algumas com perfil de autoestrada com separadores centrais transformados em jardins bem cuidados. O parque automóvel moderno não se distingue do de qualquer outro país europeu e, na generalidade, as regras e os sinais de trânsito são respeitados. A fluidez do tráfego fica mais complicada nas horas de ponta, mas os condutores não abusam do cláxon. Os quarteirões residenciais apresentam uma traça original, bem agradável à vista e mesmo no centro histórico, não vi prédios em ruina, como na nossa capital. Aqui, também não se mija nem c. na rua, há boas casas de banho públicas. Por todo lado se encontram bonitos e floridos parques verdes bem apetrechados com modernos aparelhos, onde as crianças se divertem e os adultos fazem os seus exercícios de manutenção, em especial as mulheres!
 
Um grupo de senhoras fazendo exercício num parque ao lado do meu hotel.
 
E, apesar da reserva própria das muçulmanas, vê-se por aqui meio escondidos por baixo de lenços e véus cada par de olhos … capazes de deixarem um cidadão sem fôlego! Pelo caminho fui cogitando nestas e em outras coisas e em como ideias pré concebidas acerca de outros países, povos e culturas, ofuscam uma realidade que muitas vezes nos querem fazer ignorar.
 
 O meu hotel em Istambul: Torre amarela por cima das lojas no bairro de Kasimpasha, na marem asiática do Bósforo.
 
Encontrar hotel é que não foi assim tão fácil. Hotéis, há muitos, mas nas zonas mais procuradas pelos turistas como Sultanhamet ou Taksim S., os preços são exorbitantes, oscilando a maioria entre os 80 e os 160 euros por noite. Consegui negociar um razoável alojamento muito bem localizado, na margem asiática do Bósforo, por trinta paus a noite. Já o custo das refeições anda pelo mesmo nível do nosso, mas a fruta é bastante mais cara assim como os artigos de pastelaria (bolos, café, galão etç.).

 O expresso para Bodrum numa pequena estação marítima próxima do hotel.
 
 Este sheik com o leão pela trela ... não conheço nem tinha placa qualquer placa a contar feitos ou identificação.
 
Ainda na mesma área, temos uma vista magnífica do lado europeu da cidade. Pena foi que o céu muito cinzento tenha retirado cor ás fotografias.

Como "arranque", acho que já chega! Não prometo um diário mas vou fazer o possível. Até lá, abraços para todos.
Juan