sábado, 25 de maio de 2013

116 - As últimas (fotos) de Budapest.

De abalada, sem destino determinado!
O comboio para o meu novo destino – ainda não decidi qual vai ser! -, parte da estação de Keleti (Budapest) às 20h05. Sei que vou partir neste comboio porque é ele que serve as ligações com Bratislava, Praga, Dresden, Berlim, Hamburgo, Ostrava, Cracóvia e Varsóvia. Só!
Bratislava é o verdadeiro nó de todas estas ligações, tanto das que se destinam à Europa ocidental como daquelas que rumam ao norte. Isto acontece porque a natureza do terreno, muito montanhoso, obriga a desviar por Bratislava (Rép. da Eslováquia), atravessar território da Rép. Checa e depois seguir para norte, para as cidades polacas de Cracóvia e Varsóvia por ex. Como é que isto se faz? Na composição, as carruagens são atreladas segundo uma determinada ordem conforme o seu destino, exibido em cartazes afixados nas portas. Chegadas ao ponto de “mudança de direcção”, sâo desligadas e atreladas a nova composição e assim sucessivamente. Ou seja, os passageiros não têm que fazer qualquer transbordo. Para já, e dado que já conheço todos os outros destinos mencionados, estou inclinado a seguir para a Polónia. Enquanto aguardo o final da tarde, aproveito para carregar mais alguma fotos de Budapest.
Aqui o povo faz os seus passeios deslocando-se nestas aberrações! Mas temos a considerar ainda a praga das bicicletas, skates, patins em linha e trotinetas. Nós não estamos habituados a esta profusão de meios de transporte urbano e posso garantir-vos que é complicado. Um pequeno descuido e apanhamos uma cacetada pela frente, por trás ou de lado ...
 O calçadão do lado de Pest.
 Outra ponte.
 Mais uma Igreja.


 Miradouro.
 Uma avenida.

Povo no miradouro.

 Estátua da Liberdade.
Pedestal e escultura.


 É sempre a subir até ao topo do monte onde se encontra o miradouro.

 As escadarias.


 1º patamar de descanso mais ou menos ao centésimo degrau.

 A selva!

 Caminhando na vereda. Até lá acima são 323 degraus (contei-os) mais estas rampas algumas das quais com 20 % de declive, ou mais!

 A cidade vista a meio da subida.

 Vista panorâmica.

 No miradouro (Praça da Liberdade)



Panorâmica.



 Praça da Liberdade.
 A ponte vista do miradoro.

 Artilharia fora de uso!
 Parece a Lagoa Comprida por altura do Carnaval.
 Panorâmica de Buda
 Entrada para a cidadela.
 Retrato de um Bunker.
 Pessoal que terminou a visita à "cidadel"a a caminho do autocarro.

 

 Para que ninguém se perca.
 Pormenor da ponte. Lâminas de aço sobrepostas umas sobre as outras e rebitadas.
 Dois "barquitos".
 Prédios que são monumentos.

 Ópera.
 Barco-casa-restaurante.

 Igreja de S. Matias.
 Calçadão junto ao Parlamento.
 

 Fachada lateral do Parlamento.
Museu etnográfico do povo Magiar.
Pormenor dos cabos da ponte.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

115 - Budapest.

Na terra dos Magiares.

Para alinhavar uma pequena prosa sobre esta belíssima cidade europeia, fui à Net procurar dados que me permitissem saber um pouco mais acerca do País de que é capital. Fiquei atordoado com a minha ignorância! Um país da Europa central, tão antigo como Portugal, mais ou menos do mesmo tamanho e com aproximadamente o mesmo número de habitantes, a Hungria faz parte da União Europeia e do Espaço Schengen desde 2004. Tem uma história riquíssima … até em desgraças. Ao longo de uma história de séculos, aqui se cruzaram hordas de invasores, assou por guerras, perdas de soberania, retalhamento e “roubo” de território … E no entanto, é hoje uma nação próspera, com um elevado nível de desenvolvimento humano, pouco desemprego e uma invejável qualidade de vida. Sugiro a todos os possíveis interessados em coligir informação sobre a Hungria que passem os olhos pela Net, por ex. Wikipédia.
Budapest … não é descritível. Faltam-me as palavras adequadas para vos fazer um simples esboço do seu retrato. É linda, cativante, amorosa, frágil, sensual como uma mulher (algumas!). É rica, portentosa, é Paris, é Veneza … é preciso e urgente vir conhecê-la. As suas ruas e avenidas de traçado mais moderno ou clássico, são um convite permanente para um passeio ao acaso, sem destino nem hora marcada. Admirar o património arquitectónico desta cidade é um prazer para os olhos, mesmo para quem percebe pouco do assunto, como eu. Numa harmoniosa profusão de estilos que vai do antigo ao moderno com testemunhos do românico-gótico, barroco, rócócó, arte nova etç, o “corpo” de Budapest clama pela atenção do visitante   e por muito espaço no cartão da sua máquina fotográfica! Mas a cidade também tem alma, o seu rio. Este rio fabuloso que a atravessa unindo-a, e que, como todos os grandes rios da Europa, é o sangue, é a vida, é força e a riqueza das comunidades ribeirinhas.
O deslumbramento de quem chega não conhece limites. Seja no lado ocidental, Buda ou no lado oposto, Pest, os motivos de encantamento sucedem-se uns atrás de outros. Torres, cúpulas e minaretes, igrejas cristãs (católicas, evangélicas e ortodoxas), sinagogas (encontra-se aqui a maior do mundo), magníficas fachadas de prédios, são o isco perfeito para quem anda à cata de motivos para bater chapa. Incontáveis e acolhedoras praças e pracetas, parques e jardins com centenas de esplanadas, botecos de gelados, pisas, kebaps,  jornais e souvenirs, fazem de Budapest uma cidade onde apetece ficar. Por todo o lado, milhares de pessoas oriundas de todas as partes do mundo, de mapa na mão, por vezes com ar indeciso, isoladas ou aos magotes, dizem da fama merecida desta capital como um dos mais vibrantes polos do turismo mundial.
Mas … não há bela etç. etç! Budapest é uma cidade cara, pelo menos para o tuga de classe média. Roupas, refeições em restaurante e hotéis custam os olhos da cara. A título de exemplo, o Ibis cobra 100 aérios por noite sem direito a “café da manhã”, um normalíssimo almoço anda pelos 20 € e uma pequena toalha de rosto custa 10 €. Entra Pacheco!
Fiquei alojado num hostel ao lado da Catedral, “no centro do centro”, como me disse a menina do turismo onde o contratei. Está instalado num edifício com nome de autor. Trata-se de um antigo palácio que foi remodelado e adaptado a habitação. O hostel é novo, as paredes e os armários ainda cheiram a tinta, a higiene é perfeita e o staff é de uma simpatia inexcedível. O meu quarto é duplo (e pago como tal), mas de utilização individual pelo que sou o seu único ocupante.

ALGUMAS fotografias mais ou menos ao acaso:
 
 Porta de entrada do meu hostel.
Laidi, o seu gerente e um simpático argelino.

O seu colega recepcionista originário de Marrocos. Simpático, sempre pronto a ajudar.
 

O edifício do hostel. Corresponde ao 3º piso.
Rua movimentada.
Estação (internacional) de Keleti.
 

Sala de espera.
Pormenor de uma parede da sala de espera.
 

Entrada-
 

Igreja de Santa Teresa de Lisieux.
Interior da mesma igreja.
Museu de Tutankhamon.
Palacete.
 

Fachada da Catedral de Budapeste dedicada a Santo Estêvão.
 

 

Escultura.
Pode parecer outra coisa , mas é o hotel Four Seasons.
Entrada da Ponte dos Arcos, uma das dez de Budapest.
 

O rio, Buda+Pest
Ao fundo, o palácio a que eles chamam castelo.
Rotunda e túnel à saída da ponte.
Para que ninguém se perca.
O "meu lado" Pest, visto da margem do lado de Buda.
A bela Ponte dos Arcos.
Mais uma vista de Pest.
 

Também pode parecer outra coisa ... mas é o edifício do parlamento!
 

Igreja de santa Ana.
No átrio da mesma igreja, encerrada, encontrava-se esta imagem.

 
Ao fundo, a Ponte Margarida


Em segundo plano, por trás do Parlamento (Pest), avistam-se outros monumentos de igual beleza.
O início da Ponte Margarida ...
Que é atravessada a cada minuto por este Tram amarelo.
Uma vista de Pest do alto da cidadela de Buda.
 
 



Outra panorâmica da margem esquerda.

Canteiro de violetas frente a 4 Seasons.
Árvore centenária no mesmo jardim