quarta-feira, 7 de maio de 2014

131 - Barcelona, a charmosa

Charmosa, rica, burguesa, faustosa, viva, trepidante ... e mais não sei quantos adjectivos com o mesmo sentido se poderiam aplicar a esta cidade. Que não é  uma cidade muito grande, não indo além de um milhão e seiscentos mil residentes. O que faz dela uma megatróple são as cidades satélite que entretanto constituíram uma mancha urbana contínua que pode ir aos cinco milhões de habitantes. Aproveito para deixar a seguinte nota: Vir de carro para Barcelona, só com GPS e mapas actualizados O K? Cidade mundialmente conhecida pela atitude laboriosa e desafogo económico das suas gentes, pelas cores do ícone desportivo, o “Barça” Futebol Clube e respectiva catedral de Campnou, mas também pelo bulício da principal Rambla e apego dos barceloneses a todas as manifestações de arte e cultura. O património construído, pela originalidade e beleza é apenas um dos ítems que atraem a esta cidade sete milhões e meio de visitantes por ano entre nacionais e estrangeiros. No top encontram-se as obras de Gaudi, a Sagrada Família e a Pedreira e a casa-museu de Miró. Se Madrid é uma festa, podemos dizer que Barcelona é um arraial completo. Diversão, cultura, animação para todos os gostos , são o que não falta nesta cidade. Mas são tantos os outros pontos de interesse que fica plenamente justificada não uma mas várias visitas à cidade e à região, ultimamente muito referenciada pelos media devido ao recrudescimento de fumaças independentistas. Tudo se encontra ao alcance de um clic na internet onde fotos e descrições suplantam quanto eu pudesse dizer ou mostrar. Também não foi esta a minha primeira visita e se tiver vida e saúde, não será a última. A minha viagem a partir de Saragossa decorreu tranquilamente como as anteriores já que para este percurso estava destinado um fim de semana (Sábado) o que é sempre conveniente quando se trata de “penetrar “ em urbes com vários milhões de habitantes. Carreteras desimpedidas, depois a via rápida Lleida- Barcelona, foi sempre a andar. Foi uma viagem sem história, mais uma com tempo excelente o que só por si confere um gozo acrescido ao acto de conduzir. A paisagem extremamente agreste não mudou muito daquela que foi descrita a propósito da viagem anterior, excepto na primeira metade do percurso em que faz lembrar, ainda mais, a descrição dos montes da Lua. Depois surgem as primeiras serranias dignas desse nome e entre elas vastas planícies onde amarelejam searas de trigo raquítico que a espaços se apresenta vicejante carregado de fertilizantes artificiais. Só na última centena de quilómetros se avistam gigantescas fincas regadas por milhões de asspersores. Depois fábricas, muitas fábricas, pontes, viadutos, estradas em caracol e os primeiros grandes bairros residenciais. Sem grande dificuldade tomei a direcção da costa na proximidade do aeroporto e num ápice estava a tomar banhos de sol na branquíssimas areias da praia de Gavà! Aproveito para ressalvar mais duas ou três curiosidades que acho merecem registo: São elas o ter concluído uma viagem de costa a costa, da atlântica praia do Osso da Baleia à mediterrânica Gavá; fazê-la com um único depósito de combustível (!) e descobrir que esta é uma excelente zona para passar férias de verão, possuindo sete belas praias dispersas por um fino areal com cinco quilómetros de extensão. Com a vantagem de poder fazer óptimos passeios ao sul de França, visitar Lourdes,por exemplo, ou dar um salto a Andorra que é já ali. E porque não uma escapadinha a Saragossa ou a Figuéres onde viveu Salvador Dali e a sua jovem mulher, Gala?. Para mim, depois de quatro noites em Barcelonajá basta por agora. Vou seguir para … não sei, embora não saiba exactamente onde isso fica! Darei notícias.

Tipo de paisagem que nos acompanha desde a saída  de Saragossa até meio caminho entre esta cidade e Barcelona.
Agreste, austera, dura mas belíssima. Depois começamos a avistar no horizonte verdadeiras montanhas, os Pirinéus catalães.
Mais um"Ovni" pousado sobre um prédio!
As janelas deste prédio parecem pintadas nas paredes. É mais um dos edifícios provocação desta cidade.
Conjunto denominado arenas. Fica na Praça de Espanha e pelo elevador pode-se subir e passear pela parte mais alta da constucção de onde se disfruta uma vista espectacular da cidade.
Praça de Espanha. Vista do complexo da Feira Interanacional de Madrid.
A belíssima Praça de Espanha.
Dentro do recinto da Feira.
Museu Nacional da Catalunha.
Pormenor do elevador e sua plataforma.
Vista do Estádio do Barça.
Centro comercial na frente marítima.

Junto ao complexo de Camp Nou.
Avenida Diagonal. Com 13 quilómetros de extensão, faz a ligação entre a zona ocidental da cidade e a frente marítima.
A Pedreira, de Gaudi.
Os prédios que deram origem ao nome "Quarteirão da Discórdia". Ver mais na net.
Próximo da Praça da Catalunha.
"Edifício dos telhados amarelos", outro edifício símbolo do estilo modernista catalão.

Praça da Catalunha.

Idem.
Praça da Catalunha, a mais querida do barceloneses!
Idem.
Uma visya da Sagtada Família.
A ruína da mais antiga praça de touros de Barcelona.
Porto de recreio.
Complexos das docas (frente marítima).
Estação central dos Correios.
Marina.
Passeio marítimo (calçadão), Tem uma extensão que permite ligar as principais cidades satélite do litoral.
Uma das sete praias de Barcelona.
A Torre Mapfre e um Hotel. Com cerca de 150 e tal metros, são os dois edifícios mais altos de Barcelona.
Na mesma zona, o peixe dourado.
Ouyta praia.
Mais um edifício provocação!
Parque Agbar de Gaudi.
Edifício sede das Águas de Barcelona - AGBAR -. O terceiro mais alyo da cidade.
E sempre a Sagrada Família ...
... com as suas eternas obras ...
... gruas e andaimes ...
... mas o resultado é no mínimo sumptuoso ...
... conforme se pode avaliar!
Um grupo de mimos.
Hospital de S: Paulo e Santa Cristina.
O omnipresente Palito!
Outra vista do Quarteiráo da Discórdia e...
... uma das suas casas.
Praça da Catalunha. Aqui começa a Rambla, uma rua com um quilómetro de extensão,sempre a descer até ao mar. O movimento é frenético a qualquer hora. Possui imensos restaurantes, uns de rua outros de porta aberta, lojas onde se pode comprar tudo o que a imaginação dite, muita diversão. Outras atracções são o Teato Principal com uma estátua do fundador Frederich Soler quase em Frente , o Grande Teatro do Liceu, o fabuloso Mercado da Boqueria (onde um Kg de pata negra pode custar 190 euros !!!), o museu do sexo, as estátuas vivas e  as ruas laterais que vão dar a sítios tão simpáticos como a Praça de La Reina.
Rambla.
Rambla.
Mercado da Boqueria.
Estátua viva.
Ao fundo da Rambla, Praça e monumento a Cólon (Cristóvão Colombo).
Antigo e belo edifício da Alfândega.
Mont Juiç, um dos dois pontos mais altos das montanhas que rodeiam a cidade. Zona de parques, jardins e inúmeras distracções, é rica em palácios e museus. Aqui se realizaram a maioria das competições olímpicas. O outro monte chama-se Tibidabo. Nele encontramos um grande parque de diversões, a Igreja do Salvador e a torre de telecomunicações Collserola (visitável), visíveis de qualquer ponto da cidade.
Antiga estação marítlma.
Na mesma zona, torre do teleférico.
Bonito edifício do Governo Militar.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

130 - Saragossa de Santa Isabel.

.Os espanhóis são gente divertida. 
Como nós, tugas, se alguma coisa não corre bem, a culpa é sempre dos outros. Dizem cobras e lagartos do seu governo, da crise que trouxe a austeridade, da Banca que foi culpada de tudo, dos patrões que retiram direitos aos trabalhadores, dos sindicatos que não os defendem convenientemente, do estado social que está de pantanas, de incertos que se venderam ao capital, da vida, que está pela hora doa morte ... ! Mas, nem por isso deixaram de fazer a ponte no feriado do 1º de Maio. Pontes ... coisas a que os tugas perdeam o direito! Neste dia, temendo manifestações e porrada, deixei Madrid, tranquilamente, às primeiras horas da manhã tomando a direcção de Saragossa. Pouco depois ouvia na rádio do carro que as filas nas saídas da capital totalizavam centenas de quilómetros. Nada menos de que quatro horas para deixar Móstoles para trás que fica a uma escassa vintena de quilómetros do centro. Pelo contrário, a minha viagem durou um pouco mais de três horas e foi um longo momento de prazer de condução. Dia luminoso aquecido por um Sol brilhante bastante quente para a época, excelente autovia e trânsito reduzido, não se poderia desejar melhor. Na paisagem, de aspecto lunar mas muito bela, sobressaíam sucessivas cadeias de montanhas geologicamente antiquíssimas, agora não mais do que colinas de tão erodidas que se encontram. Em alguns trechos apresentam-se completamente glabras, noutros, cobertas de mato rasteiro de aspecto ressequido apesar de estarmos na Primavera. A estrada sobe até ao planalto aragonês através de um vale relativamente estreito ao correr do qual se avistam povoados esguios acompanhando a autovia e alguns campos igualmente estreitos de verdejantes hortícolas. Só com a aproximação a Saragossa vemos indícios de uma agricultua mais próspera, industrializada, ocupando manchas de planície de extensão progressivamente maior. Mas, Saragossa, a cidade do Ebro, situada a meia distância entre Madrid e Barcelona é a capital da província e comunidade autónoma de Aragâo uma das regiões mais industrializadas e ricas de Espanha. O seu perímetro industrial circunda-a num raio de trinta quilómetros possuindo as respectivas unidades um aspecto moderno e próspero. Concentricamente, uma coroa de bairros residenciais e de serviços assim como de povoados satélite estende-se até à periferia das zonas industriais. Os edifícios são de muito boa qualidade, as avenidas largas e o trânsito fluído. O “casco histórico”, (algo negligenciado), objecto da minha visita, não terá mais de dois Km. de diâmetro o que significa que tudo o que há e vale a pena ver, está à mão. Desta vez o meu hotel não podia ser mais central. A menos de 150 metros ficam os principais ícones desta cidade entre os quais, o mercado central "à porta de casa", as ruínas romanas e a estátua do imperador César Augusto, a basílica de Nuestra Señora del Pilar, a catedral do Salvador, várias outras ricas e antiquíssimas igrejas, museus, bonitas pontes sobre o Ebro, etç. Mas o monumento que mais fala ao coração dos portugueses é o palácio de Aljafería situado nas margens do Ebro entre os seus afluentes Huerva e Gállego. Neste então castelo, nasceu em 1271 a nossa Rainha Santa Isabel de Aragão. Só por esse facto esta cidade já merecia a visita. Pontos negativos: A enorme carga de poluição que afecta o Ebro, mais parece um esgoto a céu aberto se o compararmos com outros grandes rios europeus que foram "tratados" e o cheiro nauseabundo que em certos dias emana das grelhas de esgoto. Mas venham porque vale apena. Para vos aguçar o apetite aqui ficam algumas fotografias.

A "porta" por onde entrei na cidade
.
O Castelo de Aljafería onde nasceu a nossa Rainha Santa.
O Castelo, palácio tal como é hoje (Imagem da net)
O meu hotel em Saragossa.
O posto de Turismo local.
Junto a um espelho líquido.
Basílica de Nª Sª do Pilar.
Outra vista do mesmo monumento.
Praça fro.teira à Basílica.
Meninos oferecendo água a quem passa.
Pormenor da torre da basílica.

Ela e ...
... ele sentados no chão no largo em frente à Basílica.
Tantas coisas para visitar!
Catedral do Salvador. Deve ser local de grande devoção por parte de muita gente porque havia uma fila enorme a aguardar a vez de entrar e on ticxket custava dez paus.
Outra vista da Basílica.
E mais uma bela torre.
A ponte azul sobre o rio Ebro.
A mesma com transuntes.
Ilhas de vida selvagem no leito do rio (Ebro), notavelmente poluído.

Interessante composição  de imagem.
Circuitos de manutenção rodeados de belos jardins estendem-se ao longo do rio.
As trazeiras da Basílica tendo por fundo a Ponte de Pedra.
Leões guardando a ponte.
Pista ciclável ao longo do rio.
Vai um cruzeiro?
SAS, uma praceta do centro histórico Á hora de almoço.
Rua movimentada do centro histórico.
Com o meu amiguito Pablo Fialho, filho de alentejano e vascaína.
Praça de Espanha. Todas as grandes (e algumas pequenas) cidades espanholas e sul americanas têm uma praça de Espanha, outra Cólon, outra de Armas etç.
Bonita igreja de Santiago. Mas também visitei a de S.Brás, S. Filipe etç.
Museu do Fogo e do Bombeiro.
Torre da  igreja de S. Brás.
Avenida do centro histórico (Conde de Aranda).
Uma rua muito antiga de um bairro muito frequentado por muçulmanos que aqui têm a sua Mesquita.
Pintura mural.
Interior e bancas do mercado central. ´´E enorme, aqui vê-se apenas um terço da sua extensão.
O que se vê nesta foto é a representação de um pilar do grande mercado central de Saragossa. Conta-se que foi mandado construir sob planos de um entusiasta de Eiffel que então estava na moda. Ao saber que a torre parisiense construída para durar "um par de anos servira de inspiração ao arquitecto aragonês, o povo revolto.se e exigiu que fossem introduzidas alterações ao projecto de modo que a obra chegasse aos vindouros. O arquitecto "reforçou" os pilares de ferro vestindo-os com lage de pedra. E o povo ficou feliz e contente!
Outro graffiti engraçado.