segunda-feira, 28 de março de 2016

141 - Tailândia: Mercados flutuantes.

Damnoen Saduak e seu mercado flutuante.

Do programa de visitas para este dia, (07/3 - 4ºde viagem) transcrevo: Este dia será dedicado ao mercado flutuante de Dmnoen Saduak … O almoço será num restaurante local nas margens do rio Sampran seguido de um espectáculo de danças … que dará a conhecer a cultura tradicional tailandesa.

De entre os inúmeros mercados flutuantes da Tailândia, este é, sem dúvida, o mais importante e conhecido. Damnoen Saduak é na realidade uma aldeia situada cerca de uma centena de quilómetros a sudoeste da Bangkok muito procurada pelos excursionistas para uma day-trip a partir de Bkk. O seu nome deriva daquele que foi dado a um canal mandado abrir pelo rei Rama IV de modo a permitir a ligação (e navegação) entre os rios Maeklong e Taachin. Este mercado atinge o seu frenesim às primeiras horas da manhã, ainda antes de começarem a chegar as primeiras multidões e o calor se tornar insuportável.
Obs: Continuamos a ter que despertar de madrugada!
A reportagem de hoje resumir-se-á à apresentação de algumas fotografias, por sinal bem exóticas e respectivas legendas. Sem deixar de ter em conta que, hoje em dia, este mercado é acima de tudo um sketch turístico.

Deixando o nosso autocarro para nos dirigirmos ao embarcadouro de onde partiremos numa das características embarcações que navegam nestes canais até ao mercado flutuante de Damoen Saduak.

Embarcadouro com diversos "navios" aguardando os clientes.

Nesta foto nota-se bem que a Stella já apanhou demasiado sol na cabeça!

Início do passeio no canal.

O nosso companheiro Ilídio instalado à barão.

As casas têm os sobrados quase ao nível da água.

Umas milha mais à frente ...

Aqui vive gente que até cuida do seu jardim!

Inscrição à entrada do mercado de Damnoen Saduak.

Também por aqui circulam muitas embarcações a remos, preferidas por alguns turistas. Em muitos troços do nosso passeio, notámos que os canais se apresentam bordejados por matas de diferentes espécies, bananais no caso desta foto.

Mas esta, é a máquina propulsora do nosso iate, outrora instalada sob o capot de uma velha Isuzo há muitos na sucata! Mãos carinhosas cuidam dela como se alma tivesse. E tem mesmo!

Não sei bem porquê mas esta casa fez-me lembrar a arca de Noé ... Pessoas e bichos, lá dentro parece que cabem todos ...!

Plataformas de acostagem do mercado.

Um aspecto do interior do mercado e das mercadorias à venda. De tudo um pouco!

Muitas embarcações ...

E entretanto chegaram muitas mais ...

Hora de ponta!

O calor era tanto que foi necessário oferecer água ao pobre gato.

Aspecto do resort onde nos foi servido o almoço.

A caminho do tacho e já eram mais do que horas!

O nosso grupo no  interior do restaurant ...

O sr. Pon Tchai e a Stella distribuem alguns companheiros ... que estava reservado exclusivamente para nós!

O nosso amigo, Monsieur Silva ataca o esparguete ... Ao lado, a esposa e o Manuel Pisco (a fazer uma boquinha salvo seja)!!! 
Aqui é o sítio para reafirmar que a comida Tailandesa é excelente. Quantidade e qualidade ao jeito dos portugueses. Muito saborosa, sem excessiva condimentação, não me foi possível saborear todas as iguarias que punham à mossa disposição. Na cozinha tailandesa têm primazia os vegetais, cozidos ou salteados e, naturalmente, o arroz. Em quantidades moderadas entram o peixe e as carnes de frango e porco. De bovino ... nem por isso! Quanto às frutas (melão, melancia, papaia, banana, abacaxi etç., entram sempre em quantidades generosas, tanto nos pratos principais como nas sobremesas.

Pon Tchai (Bonsai) e Carina (Calina), o par de quem se fala ...!

A seguir ao almoço, espectáculo. Ai que soneira...!

Espectadores preparados para assistirem a um exercício (trabalho) com elefantes.

Ei-la, a Stella, confirmando que estão todos!

Os Mahoutes (tratadores) montando os seu animais com quem partilham toda uma vida.

Fazendo habilidades ... ou

refrescando o couro na piscina da arena.

Da direita para a esquerda, o Joãzito (assustado?), o ti Cardoso e a mulher Matilde.

O Ilídio, ganda cromo!

A nossa guia, Stella, encontrou cama numa bancada da sala de espectáculos! Eu não disse que depois daquele almoço o que o corpo estava a pedir era uma bela soneca? A dela não durou muito porque o espectáculo envolvia um artefacto que mandava um silvo, que partia precisamente de baixo da sua improvisada tarimba.

Houve danças de todas as regiões e para todos os gostos...

... e porrada à fartazana num combate de boxe tailandês onde vale tudo, até arrancar olhos !!!

Mais alguns vídeos:
Vídeo 10 

Vídeo 11

Vídeo 12


Vídeo 13

domingo, 27 de março de 2016

140 – Bangkok e arredores.

Obs:Há música no Player. Logo que possível acrescentarei mais alguns títulos. Como hoje é Domingo de Páscoa, os dois primeiros temas são a condizer.

O terceiro dia da nossa viagem (6 de Março) estava destinado a uma visita necessariamente rápida, a alguns dos inúmeros pontos de interesse de Bangkok.
Constava do programa “… passeio ao Wat Traimit com o Buda de ouro, ao colossal Buda reclinado no Wat Pho e ao templo de mármore branco Wat Benjamabophit. Depois de almoço que será num restaurante local, terá lugar a visita ao Grande Palácio … que é uma das mais bonitas amostras da corte Siamesa … e ao maravilhoso Buda Esmeralda”. Com um plano de trabalhos tão extenso, o nosso dia teria forçosamente de começa bem cedo. Pelas 6 da manhã, o serviço de despertar acordou uns tantos dorminhocos ainda não refeitos do jet-lag. Mas não todos, como foi o meu caso, devido a eventual falhado serviço. Dando pela não comparência ao pequeno almoço de alguns dos seus “súbditos”, a implacável Stella arranca direito aos quartos dos faltosos e com umas pancaditas nas portas pôs toda a gente na vertical. E acreditem ou não, o despertar foi a parte mais “dolorosa” da viagem, do primeiro ao último dia. Dado que, segundo o critério de sua alteza a nossa amiga e guia portuguesa Stella, autora do projecto, o acordar nada tinha a ver com o deitar! E às sete e meia da manhã de tantos dias quantos durou o circuito, todos tinham que estar muito bem pequeno-almoçados, felizes e sorridentes, a bordo do autobus. Depois de apanhar a malta toda ocupando os respectivos lugares, sorriso rasgado e trinado na voz, a nossa guia acompanhante pegava no microfone e com um “bom dia alegria” declarava iniciados os trabalhos. Com o efeito esperado de atrair a boa disposição mas, surda aos pedidos de clemência. Esta foi uma rotina de que não conseguimos libertar-nos até ao final da viagem.
Bangkok é sem dúvida uma cidade muito bonita quer durante o dia quer à noite*, irresistível para os europeus: Praias, feiras e mercados, parques e jardins, restaurantes típicos, museus, universidades e centros comerciais com produtos de luxo très bon marche, sem esquecer os banguecoquianos, gente simpática e muito gentil para com os visitantes, não fosse o turismo uma das principais fontes de riqueza do país. Aqui chegam todos os meses, em média, quase 3 milhões de pessoas atraídas pelo doce tropicalismo das suas praias, deslumbrantes paisagens, gastronomia e alojamento de primeira classe. Mas, aquilo que na minha opinião torna a Tailândia um destino ímpar entre os mais vocacionados para o turismo de massas, é a sua monumentalidade. Em particular os 39 mil templos (públicos) erigidos em honra de Buda, qual deles o mais ostensivamente rico e deslumbrante com entradas generosamente remuneradas.
Aqui chegados, impõe-se uma breve resenha acerca do que é o Budismo.
O Budismo não é propriamente uma religião teísta com conceitos e preceitos semelhantes  aos interiorizados por cristãos ou muçulmanos por exemplo. Buda não é Deus, apenas um homem sábio nascido quase seis séculos antes de Cristo e autor de uma filosofia de vida que considera cada humano uma reencarnação de outro ser pré-existente, homem ou animal, que em ciclos sucessivos se vai aproximando do estado de perfeição absoluta ou Nirvana. Segundo a tradição, Buda nasceu em Lumbini, localidade que hoje faz parte do território Nepalês filho de um rei local Suddhodana, e faleceu aos oitenta anos de idade, (483 a. C.), em Kushinagar, na Índia.
Aos 29 anos, Sidarta Gautama (Buda), abandonou as prerrogativas de jovem príncipe para ir em busca de uma vida espiritual. Estudou sob orientação de vários mestres, praticou a ascese e a meditação e foi tentado pelo demónio sob a forma de uma serpente chamada “Nara”, equivalente budista do Satanás dos cristãos. Acabou por escolher o Caminho do Meio: Nem sofrimento desnecessário ou sacrifícios inúteis, nem demasiado apego aos bens e prazeres mundanos. Parece que escolheu bem, tantos são os seus seguidores!
De uma forma muito simplista podemos dizer que os ensinamentos de Buda se encontram condensados no conceito de Karma, interpretado popularmente como o princípio da acção e reacção. Ou seja, cada uma das nossas acções provoca da parte dos outros uma reacção da mesma natureza. Parece espelhada nesta a chamada regra de ouro dos cristãos: Em Mateus 7:12, o Mestre usa esse conceito em um de seus ensinamentos: "Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles vos façam; pois esta é a Lei e os Profetas". Por isso, na relação com terceiros, respeito, sobretudo moderação, honestidade, pureza de mente, boas intenções etç., são deveres a que nenhum budista se pode furtar.
Buda fundou uma ordem monástica a quem passou os seus ensinamentos que por sua vez deu origem a três correntes distintas dentro do Budismo, com o maior número de seguidores no Tibete, China e Japão. A corrente dominante na Tailândia é o Budismo Teravada, aquela que a constituição impõe ao próprio monarca  garantindo no entanto a liberdade religiosa para todos os outros cidadãos. Cerca de 95% dos tailandeses praticam o budismo (Teravada). Muçulmanos Sunitas são principalmente os malaios do sul do país com uma representação um pouco inferior a 5%. De outras religiões encontram-se apenas vestígios.
Nesta visita à Tailândia, a primeira e não certamente a última, assim o espero (!), fiquei com a impressão posteriormente confirmada pelo guia sr. Pon Tchai de que muito daquilo que os tailandeses são como pessoas, a sua natureza cortês, a delicadeza quase docilidade que emprestam a quase todos os seus actos, a aparente rejeição da violência, o sorriso com que nos interpelam em tom de voz sempre suave ou seja, o seu Karma, tem muito a ver (tudo?) com o facto de serem budistas fervorosos. O sr. Pon Tchai vai ao ponto de trazer na carteira um papelito onde constam os “mandamentos” de Buda em castelhano, que leu em voz alta para si e seus acompanhantes.
No entanto, não deve nem pode confundir-se esta maneira de ser do homem tailandês com espírito de submissão. Antes pelo contrário, pelo lado do arrocho ninguém lhes leva a palma. Basta dizer, tal como se encontra abundantemente referido na net, que são o único povo da região que nunca soube o que foi colonização ou ocupação por potência estrangeira.
E os turistas que se cuidem, porque cenas como prostituição infantil, excessos de álcool e desordens, drogas, desrespeito pelos símbolos nacionais entre outros são tratadas implacavelmente quer pelas polícias quer pelos tribunais. Quando se trata de tráfico de drogas, então aí deixam mesmo de ser bonzinhos e a punição de que nem os apelos do Papa salvam os prevaricadores é, invariavelmente, o baraço à volta do pescoço.
Por outro lado, desenganem-se aqueles que imaginam a Tailândia como um oceano de paz e amor. Desde há décadas que o país se confronta com problemas de governação. As Forças Armadas, sempre irrequietas, com alguma frequência despedem primeiros ministros, suspendem total ou parcialmente a Constituição como é a situação vigente, em que uma Junta Militar dirige os destinos do país desde 22 de Maio de 2014. Em Bkk, a imposição da Lei Marcial e a forte presença do exército nas ruas deu origem a greves, manifestações, tumultos de vária natureza incluindo certas formas de guerrilha urbana com consequente perturbação (grave) da ordem pública e fortes repercussões (protestos), tanto a nível interno como internacional e inevitáveis danos à imagem do País. A piorar tudo, os recentes atentados de natureza terrorista, o mais grave dos quais ocorreu em pleno mês de Agosto do ano passado e fez 27 vítimas mortais. Juntemos a estes o problema da guerrilha separatista muito activa no sul do país (Siam) particularmente nas províncias de Pattani, Yala, Narathiwat e Songkhla onde os muçulmanos da etnia dominante, malaia, apresentam as suas reivindicações da forma do costume, à bala! E Já lá vão uns milhares de mortos, entre eles muitos civis (incluindo alguns turistas?).
Curiosamente, sobres estas matérias, da parte dos nossos guias nem uma palavra. Entendo!
Al Jazeera noticía hoje: (Is Thailand on its way back to democracy? 29 Mar 2016)
*Para o confirmar, dá uma espreitadinha ao URL seguinte:
(Para isso, clica sobre aquele link com a tecla Ctrl apertada e depois amplia (dá zoom) à fotografia).

As fotos que se seguem foram captadas no dia 6 de Março, 3º da viagem.

Templo de Wat Traimit, a morada oficial do Buda de ouro cujo nome é Phra Maha Suwan Phuttha Patimakon. Em primeiro plano, uma das nossa companheiras.

O autor junto à escadaria do Wat Traimit.

Com o peso de cinco toneladas e meia é a maior estátua de ouro maciço no mundo, e um dos mais preciosos tesouros da Tailândia e do budismo*.

Próximo de tanto ouro e prédios esplendorosos, ainda é possível encontrar algumas ilhas como esta.

Uma entre milhões de fotografias do actual rei da Tailândia espalhadas por por todo o país conhecido como Rama IX. Tem 88 anos (5 Dezº 1927) sendo o monarca que reina há mais tempo e o chefe de Estado mais antigo ainda em serviço de todo o mundo, tendo ascendido ao trono tailandês em 1946. Dizem também que é, um dos monarcas mais ricos do mundo, com um património pessoal estimado em 35 mil milhões de dólares**.


Pouco passa da oito horas da manhã e as multidões já se acotovelam para as visitas, a grande maiorias sujeita a generoso pagamento de entradas.

O descanso dos "guerreiros", da esquerda para a direita; Portela, João Isidoro e Ilídio.

Dentro do Complexo do Palácio Real, conjunto de edifícios de inigualável beleza, iniciado pelo primeiro dos Ramas. Ali estabeleceu a morada real que se manteve até ao sé. XX. Os monarcas seus sucessores foram acrescentando novos edifícios (oficiais), de acordo com os tempos e as necessidades da governação. Hoje, para além dos actos de culto em honra do maravilhoso Buda Esmeralda, serve como Panteão Nacional e, naturalmente, importante atracção turística.

Palácio Real.

Palácio Real.

Palácio Real.

Idem.

Idem.

Idem.

Em primeiro plano, o João Isidoro. No canto direito, uma "companheira".

Aqui, os visitantes procediam a uma espécie de ablução utilizando um botão de flor de lótus para aspergir água sobre as cabeças, uma espécie de bênção budista.

Guarda chinês a uma das portas do Wat Pho, templo onde reside o Buda reclinado, uma gigantesca estátua de Buda com 46 metros de longo e 17 metros de altura, coberta a folha de ouro.

Complexo de Wat Pho, um "parque" de templos. Esta imagem é da net, as da minha câmera por razões desconhecidas foram à vida!

O Buda deitado (ou reclinado segundo alguns).

Pormenor da cabeça do Buda reclinado.

Interior não visitado devido a cerimónia em curso.
Uma entrada para o templo de mármore de Carrara.

E aqui, a entrada para um restaurante típico onde nos foi servido um lauto jantar.

Hall do restaurante.

Antes do jantar, um pequeno programa dedicado ao trabalho com elefantes.

E outro com danças tradicionais e...

... música executada com instrumentos tailandeses.

A jantarada, a que seguiu uma apresentação dramatizada sobre usos e costumes do povo tailandês, abrangendo as diversas províncias do país.


*Quando os birmaneses sitiaram a cidade, em 1765, o valor da estátua foi oculto com um revestimento grosso de estuque e pintada diversas vezes com tinta cor de ouro. Foi assim que foi salva do saque, quando a cidade foi completamente destruída em Abril de 1767, um evento que encerrou o glorioso reino de Ayutthaya. O real valor da estátua permaneceu em segredo durante quase dois séculos.

**Pon Tchai (Bonsai), o nosso primeiro Guia, afirmava convictamente ( e quase nos convenceu!) que Rama IX era o mais querido dos monarcas, uma espécie de pai para o povo que o idolatrava. "Jaime", o seu substituto, garantiu que 50 % ou mais dos tailandeses não podem com o homem.

Mais alguns vídeos. A qualidade não é boa, mas a culpa não é do realizador ... é dos figurantes! Prometo que os da próxima viagem hão-de ser bem melhores, a experiência há-de servir para alguma coisa. Estes servem para ilustrar como eram grandes as multidões que encontrámos em cada um dos locais a visitar.
Vídeo 4

 Vídeo 5

Vídeo 6

Vídeo 7

Vídeo 8

Vídeo 9
 Jantarada seguida de apresentação teatral no restaurante típico e casa de espectáculos
 Siam Niramit.

quinta-feira, 24 de março de 2016

139 - Chegada à Tailândia

Como tenho vindo a dizer em posts anteriores, se quiseres ouvir música enquanto passas os olhos pelas fotos ou texto, clica no botão do player. O arranque não é automático porque há quem não aprecie !
                                                                                                                   Fotos de 5 de Março 2016

Quem se dá ao trabalho de pesquisar blogs sobre viagens, certamente não vai à procura de dados de natureza quantitativa (estatística) ou qualitativa acerca de determinado país. Esses, encontra-os facilmente, seja nos guias de viagem, boletins da CIA, wikitrável e tantos outros sites mais ou menos fidedignos. O que o leitor-pesquisador procura saber é, qual foi a impressão que determinada visita deixou naqueles que “já lá foram!”. Trata-se pois, de colher elementos não expressos em portais oficiais ou oficiosos com fins promocionais das viagens ou do turismo que, de alguma maneira, o ajudem a tomar a simples decisão: Bora lá, ou … é melhor não … ou sim, mas com reservas. É lógico que ninguém pode aspirar a conhecer minimamente um pouco do nosso Mundo exclusivamente através dos olhos de terceiros. Mas, que nada se perde por dar algum crédito à experiência de outros, disso não tenho a menor dúvida. Darei alguns exemplos que fundamentam esta opinião. Vamos então às minhas primeiras impressões sobre a Tailândia. Farei uma brevíssima apreciação, necessariamente empírica, focada sobre aspectos económicos, culturais, políticos, securitários e de desenvolvimento humano. Sem deixar de reafirmar que sou menos do que um leigo nestas matérias. Para que vós, caros leitores, lhe atribuam os créditos que bem entenderem!
À nossa chegada ao aeroporto internacional de BKK (Suwarnabhumi), fomos saudados pelo bafo quente e húmido próprio das regiões tropicais, onde se situa a capital da Tailândia. Os seus habitantes reconhecem apenas 3 estações do ano: A temperada (ou Inverno), a quente (ou verão) e a das chuvas. Nós aportámos (ou aeroportámos?) em plena estação quente (Março e Abril). Temperaturas superiores a 34-35º C. e humidade na casa dos 55 a 60 %, fizeram mossa no moral das “nossas tropas”. Do aeroporto, não gostei particularmente. Mix de Calatrava (muito ferro, demasiado …) e de tubo de metropolitano, gigantesco e novíssimo (2006), é o mais importante aeroporto não apenas na Tailândia mas de todo o Sueste Asiático. Apresenta a particularidade de possuir a mais alta torre de controle do mundo com 132 metros. Por aqui passam uns míseros 60 milhões de passageiros por ano. Mas atenção, nem todos são turistas totalizando estes apenas 30 milhões anualmente repartidos pelos quatro aeroportos internacionais que servem o país. Para ir até ao centro da cidade é só escolher entre o Airport Express Bus, Autocarros de linha, Metro e Taxis (baratos). O nosso grupo era aguardado, ao princípio da tarde, pelo Guia senhor Pon Tchai que nos acompanhou durante a primeira metade do circuito. Dada a dificuldade de pronúncia do Tailandês por parte dos estrangeiros, logo nos pôs à vontade dizendo que poderíamos tratá-lo por Bonsai! Era um sujeito distinto, com ar de “aristocrata”, aparentando mais do que os seus de 64 anos, alto, magro, que por ter vivido uma duas décadas em Espanha falava um castelhano quase perfeito. Com ele veio também um óptimo autocarro da empresa Swe-Trans que operou todos os transferes e no qual percorremos perto de dois mil quilómetros através da excelente rede de estradas e auto estradas tailandesas, desde a capital longínquas paragens nas montanhas a norte, junto à fronteira com o Laos e Myanmar (Birmânia). Efectuado o check-in no Furama Siliom situado no coração da cidade, o resto do dia, o segundo da viagem, foi dedicado à banhoca regimental seguida de um merecido descanso e excelente jantar no hotel. Não sem antes a Stella com fogo na alma e o  sangue aos pulos, qual galinha com os seus pintainhos atrás, nos ter conduzido ao Pat Pong, mercado nocturno onde se podem adquirir produtos de luxo das mais prestigiadas marcas. Devidamente contrafeitos, eles chamam-lhes cópias e são melhores que os originais. Ali se encontram também instalados inúmeros bataclãs com os seus efectivos em exposição, onde se pode entrar para tomar apenas uma bebida ou submeter-se a uma massagem que pode ser completa se o cliente o desejar. Atenção, muita atenção às Lady-boys, recomendou o senhor Pon Tchai! Segundo ele, algumas (ou alguns?) são muito bem “constituídos”. E se o feitiço se vira contra o feiticeiro, quem nos acode? Se tiveres curiosidade vai até:
 https://youtu.be/4Ka_ynow184 ou https://youtu.be/vr7bRuapi74 para veres como são bonitas … Mais algumas fotos:

 BKK, cidade moderna, maravilhosa, onde não se vêm "caixotes" nem sequer dois edifícios parecidos. Abençoados arquitectos.

 Outra vista da cidade com o edifício escangalhado do lado direito da foto.

 Este nada tem de especial a não ser o elevado número de pisos. Mas não é, nem de longe nem de perto, o mais alto.

 Pequeno santuário à porta de um condomínio.

 Estranho meio de transporte!

 E aqui vai outro com pessoas como que dentro de uma jaula.

 Este condutor de Tuc-tuc aguardo pelo próximo cliente.

Mercado de Pat Pong. A esta hora ( +6 da tarde), estavam ainda os comerciantes a começar a desembalar a tralha. Esta imagem é da minha câmera.

Resultado de imagem para patpong market
Esta é da Net. o Pat Pong a trabalhar em pleno.

Resultado de imagem para patpong market
E cá está, no mesmo local, um reclame bem sugestivo!
Imagem da Net.

Bem, depois da visita ao mercado Pat Pong, a noite não poderia terminar sem mais uma loucura completamente imprópria para cardíacos: Uma corrida de Tuc-Tuc's, a alta velocidade, pelas ruas mais movimentadas de Bkk, na qual todos alinharam. Ideia de quem? Da menina Stella, pois claro!