domingo, 27 de março de 2016

140 – Bangkok e arredores.

Obs:Há música no Player. Logo que possível acrescentarei mais alguns títulos. Como hoje é Domingo de Páscoa, os dois primeiros temas são a condizer.

O terceiro dia da nossa viagem (6 de Março) estava destinado a uma visita necessariamente rápida, a alguns dos inúmeros pontos de interesse de Bangkok.
Constava do programa “… passeio ao Wat Traimit com o Buda de ouro, ao colossal Buda reclinado no Wat Pho e ao templo de mármore branco Wat Benjamabophit. Depois de almoço que será num restaurante local, terá lugar a visita ao Grande Palácio … que é uma das mais bonitas amostras da corte Siamesa … e ao maravilhoso Buda Esmeralda”. Com um plano de trabalhos tão extenso, o nosso dia teria forçosamente de começa bem cedo. Pelas 6 da manhã, o serviço de despertar acordou uns tantos dorminhocos ainda não refeitos do jet-lag. Mas não todos, como foi o meu caso, devido a eventual falhado serviço. Dando pela não comparência ao pequeno almoço de alguns dos seus “súbditos”, a implacável Stella arranca direito aos quartos dos faltosos e com umas pancaditas nas portas pôs toda a gente na vertical. E acreditem ou não, o despertar foi a parte mais “dolorosa” da viagem, do primeiro ao último dia. Dado que, segundo o critério de sua alteza a nossa amiga e guia portuguesa Stella, autora do projecto, o acordar nada tinha a ver com o deitar! E às sete e meia da manhã de tantos dias quantos durou o circuito, todos tinham que estar muito bem pequeno-almoçados, felizes e sorridentes, a bordo do autobus. Depois de apanhar a malta toda ocupando os respectivos lugares, sorriso rasgado e trinado na voz, a nossa guia acompanhante pegava no microfone e com um “bom dia alegria” declarava iniciados os trabalhos. Com o efeito esperado de atrair a boa disposição mas, surda aos pedidos de clemência. Esta foi uma rotina de que não conseguimos libertar-nos até ao final da viagem.
Bangkok é sem dúvida uma cidade muito bonita quer durante o dia quer à noite*, irresistível para os europeus: Praias, feiras e mercados, parques e jardins, restaurantes típicos, museus, universidades e centros comerciais com produtos de luxo très bon marche, sem esquecer os banguecoquianos, gente simpática e muito gentil para com os visitantes, não fosse o turismo uma das principais fontes de riqueza do país. Aqui chegam todos os meses, em média, quase 3 milhões de pessoas atraídas pelo doce tropicalismo das suas praias, deslumbrantes paisagens, gastronomia e alojamento de primeira classe. Mas, aquilo que na minha opinião torna a Tailândia um destino ímpar entre os mais vocacionados para o turismo de massas, é a sua monumentalidade. Em particular os 39 mil templos (públicos) erigidos em honra de Buda, qual deles o mais ostensivamente rico e deslumbrante com entradas generosamente remuneradas.
Aqui chegados, impõe-se uma breve resenha acerca do que é o Budismo.
O Budismo não é propriamente uma religião teísta com conceitos e preceitos semelhantes  aos interiorizados por cristãos ou muçulmanos por exemplo. Buda não é Deus, apenas um homem sábio nascido quase seis séculos antes de Cristo e autor de uma filosofia de vida que considera cada humano uma reencarnação de outro ser pré-existente, homem ou animal, que em ciclos sucessivos se vai aproximando do estado de perfeição absoluta ou Nirvana. Segundo a tradição, Buda nasceu em Lumbini, localidade que hoje faz parte do território Nepalês filho de um rei local Suddhodana, e faleceu aos oitenta anos de idade, (483 a. C.), em Kushinagar, na Índia.
Aos 29 anos, Sidarta Gautama (Buda), abandonou as prerrogativas de jovem príncipe para ir em busca de uma vida espiritual. Estudou sob orientação de vários mestres, praticou a ascese e a meditação e foi tentado pelo demónio sob a forma de uma serpente chamada “Nara”, equivalente budista do Satanás dos cristãos. Acabou por escolher o Caminho do Meio: Nem sofrimento desnecessário ou sacrifícios inúteis, nem demasiado apego aos bens e prazeres mundanos. Parece que escolheu bem, tantos são os seus seguidores!
De uma forma muito simplista podemos dizer que os ensinamentos de Buda se encontram condensados no conceito de Karma, interpretado popularmente como o princípio da acção e reacção. Ou seja, cada uma das nossas acções provoca da parte dos outros uma reacção da mesma natureza. Parece espelhada nesta a chamada regra de ouro dos cristãos: Em Mateus 7:12, o Mestre usa esse conceito em um de seus ensinamentos: "Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles vos façam; pois esta é a Lei e os Profetas". Por isso, na relação com terceiros, respeito, sobretudo moderação, honestidade, pureza de mente, boas intenções etç., são deveres a que nenhum budista se pode furtar.
Buda fundou uma ordem monástica a quem passou os seus ensinamentos que por sua vez deu origem a três correntes distintas dentro do Budismo, com o maior número de seguidores no Tibete, China e Japão. A corrente dominante na Tailândia é o Budismo Teravada, aquela que a constituição impõe ao próprio monarca  garantindo no entanto a liberdade religiosa para todos os outros cidadãos. Cerca de 95% dos tailandeses praticam o budismo (Teravada). Muçulmanos Sunitas são principalmente os malaios do sul do país com uma representação um pouco inferior a 5%. De outras religiões encontram-se apenas vestígios.
Nesta visita à Tailândia, a primeira e não certamente a última, assim o espero (!), fiquei com a impressão posteriormente confirmada pelo guia sr. Pon Tchai de que muito daquilo que os tailandeses são como pessoas, a sua natureza cortês, a delicadeza quase docilidade que emprestam a quase todos os seus actos, a aparente rejeição da violência, o sorriso com que nos interpelam em tom de voz sempre suave ou seja, o seu Karma, tem muito a ver (tudo?) com o facto de serem budistas fervorosos. O sr. Pon Tchai vai ao ponto de trazer na carteira um papelito onde constam os “mandamentos” de Buda em castelhano, que leu em voz alta para si e seus acompanhantes.
No entanto, não deve nem pode confundir-se esta maneira de ser do homem tailandês com espírito de submissão. Antes pelo contrário, pelo lado do arrocho ninguém lhes leva a palma. Basta dizer, tal como se encontra abundantemente referido na net, que são o único povo da região que nunca soube o que foi colonização ou ocupação por potência estrangeira.
E os turistas que se cuidem, porque cenas como prostituição infantil, excessos de álcool e desordens, drogas, desrespeito pelos símbolos nacionais entre outros são tratadas implacavelmente quer pelas polícias quer pelos tribunais. Quando se trata de tráfico de drogas, então aí deixam mesmo de ser bonzinhos e a punição de que nem os apelos do Papa salvam os prevaricadores é, invariavelmente, o baraço à volta do pescoço.
Por outro lado, desenganem-se aqueles que imaginam a Tailândia como um oceano de paz e amor. Desde há décadas que o país se confronta com problemas de governação. As Forças Armadas, sempre irrequietas, com alguma frequência despedem primeiros ministros, suspendem total ou parcialmente a Constituição como é a situação vigente, em que uma Junta Militar dirige os destinos do país desde 22 de Maio de 2014. Em Bkk, a imposição da Lei Marcial e a forte presença do exército nas ruas deu origem a greves, manifestações, tumultos de vária natureza incluindo certas formas de guerrilha urbana com consequente perturbação (grave) da ordem pública e fortes repercussões (protestos), tanto a nível interno como internacional e inevitáveis danos à imagem do País. A piorar tudo, os recentes atentados de natureza terrorista, o mais grave dos quais ocorreu em pleno mês de Agosto do ano passado e fez 27 vítimas mortais. Juntemos a estes o problema da guerrilha separatista muito activa no sul do país (Siam) particularmente nas províncias de Pattani, Yala, Narathiwat e Songkhla onde os muçulmanos da etnia dominante, malaia, apresentam as suas reivindicações da forma do costume, à bala! E Já lá vão uns milhares de mortos, entre eles muitos civis (incluindo alguns turistas?).
Curiosamente, sobres estas matérias, da parte dos nossos guias nem uma palavra. Entendo!
Al Jazeera noticía hoje: (Is Thailand on its way back to democracy? 29 Mar 2016)
*Para o confirmar, dá uma espreitadinha ao URL seguinte:
(Para isso, clica sobre aquele link com a tecla Ctrl apertada e depois amplia (dá zoom) à fotografia).

As fotos que se seguem foram captadas no dia 6 de Março, 3º da viagem.

Templo de Wat Traimit, a morada oficial do Buda de ouro cujo nome é Phra Maha Suwan Phuttha Patimakon. Em primeiro plano, uma das nossa companheiras.

O autor junto à escadaria do Wat Traimit.

Com o peso de cinco toneladas e meia é a maior estátua de ouro maciço no mundo, e um dos mais preciosos tesouros da Tailândia e do budismo*.

Próximo de tanto ouro e prédios esplendorosos, ainda é possível encontrar algumas ilhas como esta.

Uma entre milhões de fotografias do actual rei da Tailândia espalhadas por por todo o país conhecido como Rama IX. Tem 88 anos (5 Dezº 1927) sendo o monarca que reina há mais tempo e o chefe de Estado mais antigo ainda em serviço de todo o mundo, tendo ascendido ao trono tailandês em 1946. Dizem também que é, um dos monarcas mais ricos do mundo, com um património pessoal estimado em 35 mil milhões de dólares**.


Pouco passa da oito horas da manhã e as multidões já se acotovelam para as visitas, a grande maiorias sujeita a generoso pagamento de entradas.

O descanso dos "guerreiros", da esquerda para a direita; Portela, João Isidoro e Ilídio.

Dentro do Complexo do Palácio Real, conjunto de edifícios de inigualável beleza, iniciado pelo primeiro dos Ramas. Ali estabeleceu a morada real que se manteve até ao sé. XX. Os monarcas seus sucessores foram acrescentando novos edifícios (oficiais), de acordo com os tempos e as necessidades da governação. Hoje, para além dos actos de culto em honra do maravilhoso Buda Esmeralda, serve como Panteão Nacional e, naturalmente, importante atracção turística.

Palácio Real.

Palácio Real.

Palácio Real.

Idem.

Idem.

Idem.

Em primeiro plano, o João Isidoro. No canto direito, uma "companheira".

Aqui, os visitantes procediam a uma espécie de ablução utilizando um botão de flor de lótus para aspergir água sobre as cabeças, uma espécie de bênção budista.

Guarda chinês a uma das portas do Wat Pho, templo onde reside o Buda reclinado, uma gigantesca estátua de Buda com 46 metros de longo e 17 metros de altura, coberta a folha de ouro.

Complexo de Wat Pho, um "parque" de templos. Esta imagem é da net, as da minha câmera por razões desconhecidas foram à vida!

O Buda deitado (ou reclinado segundo alguns).

Pormenor da cabeça do Buda reclinado.

Interior não visitado devido a cerimónia em curso.
Uma entrada para o templo de mármore de Carrara.

E aqui, a entrada para um restaurante típico onde nos foi servido um lauto jantar.

Hall do restaurante.

Antes do jantar, um pequeno programa dedicado ao trabalho com elefantes.

E outro com danças tradicionais e...

... música executada com instrumentos tailandeses.

A jantarada, a que seguiu uma apresentação dramatizada sobre usos e costumes do povo tailandês, abrangendo as diversas províncias do país.


*Quando os birmaneses sitiaram a cidade, em 1765, o valor da estátua foi oculto com um revestimento grosso de estuque e pintada diversas vezes com tinta cor de ouro. Foi assim que foi salva do saque, quando a cidade foi completamente destruída em Abril de 1767, um evento que encerrou o glorioso reino de Ayutthaya. O real valor da estátua permaneceu em segredo durante quase dois séculos.

**Pon Tchai (Bonsai), o nosso primeiro Guia, afirmava convictamente ( e quase nos convenceu!) que Rama IX era o mais querido dos monarcas, uma espécie de pai para o povo que o idolatrava. "Jaime", o seu substituto, garantiu que 50 % ou mais dos tailandeses não podem com o homem.

Mais alguns vídeos. A qualidade não é boa, mas a culpa não é do realizador ... é dos figurantes! Prometo que os da próxima viagem hão-de ser bem melhores, a experiência há-de servir para alguma coisa. Estes servem para ilustrar como eram grandes as multidões que encontrámos em cada um dos locais a visitar.
Vídeo 4

 Vídeo 5

Vídeo 6

Vídeo 7

Vídeo 8

Vídeo 9
 Jantarada seguida de apresentação teatral no restaurante típico e casa de espectáculos
 Siam Niramit.

quinta-feira, 24 de março de 2016

139 - Chegada à Tailândia

Como tenho vindo a dizer em posts anteriores, se quiseres ouvir música enquanto passas os olhos pelas fotos ou texto, clica no botão do player. O arranque não é automático porque há quem não aprecie !
                                                                                                                   Fotos de 5 de Março 2016

Quem se dá ao trabalho de pesquisar blogs sobre viagens, certamente não vai à procura de dados de natureza quantitativa (estatística) ou qualitativa acerca de determinado país. Esses, encontra-os facilmente, seja nos guias de viagem, boletins da CIA, wikitrável e tantos outros sites mais ou menos fidedignos. O que o leitor-pesquisador procura saber é, qual foi a impressão que determinada visita deixou naqueles que “já lá foram!”. Trata-se pois, de colher elementos não expressos em portais oficiais ou oficiosos com fins promocionais das viagens ou do turismo que, de alguma maneira, o ajudem a tomar a simples decisão: Bora lá, ou … é melhor não … ou sim, mas com reservas. É lógico que ninguém pode aspirar a conhecer minimamente um pouco do nosso Mundo exclusivamente através dos olhos de terceiros. Mas, que nada se perde por dar algum crédito à experiência de outros, disso não tenho a menor dúvida. Darei alguns exemplos que fundamentam esta opinião. Vamos então às minhas primeiras impressões sobre a Tailândia. Farei uma brevíssima apreciação, necessariamente empírica, focada sobre aspectos económicos, culturais, políticos, securitários e de desenvolvimento humano. Sem deixar de reafirmar que sou menos do que um leigo nestas matérias. Para que vós, caros leitores, lhe atribuam os créditos que bem entenderem!
À nossa chegada ao aeroporto internacional de BKK (Suwarnabhumi), fomos saudados pelo bafo quente e húmido próprio das regiões tropicais, onde se situa a capital da Tailândia. Os seus habitantes reconhecem apenas 3 estações do ano: A temperada (ou Inverno), a quente (ou verão) e a das chuvas. Nós aportámos (ou aeroportámos?) em plena estação quente (Março e Abril). Temperaturas superiores a 34-35º C. e humidade na casa dos 55 a 60 %, fizeram mossa no moral das “nossas tropas”. Do aeroporto, não gostei particularmente. Mix de Calatrava (muito ferro, demasiado …) e de tubo de metropolitano, gigantesco e novíssimo (2006), é o mais importante aeroporto não apenas na Tailândia mas de todo o Sueste Asiático. Apresenta a particularidade de possuir a mais alta torre de controle do mundo com 132 metros. Por aqui passam uns míseros 60 milhões de passageiros por ano. Mas atenção, nem todos são turistas totalizando estes apenas 30 milhões anualmente repartidos pelos quatro aeroportos internacionais que servem o país. Para ir até ao centro da cidade é só escolher entre o Airport Express Bus, Autocarros de linha, Metro e Taxis (baratos). O nosso grupo era aguardado, ao princípio da tarde, pelo Guia senhor Pon Tchai que nos acompanhou durante a primeira metade do circuito. Dada a dificuldade de pronúncia do Tailandês por parte dos estrangeiros, logo nos pôs à vontade dizendo que poderíamos tratá-lo por Bonsai! Era um sujeito distinto, com ar de “aristocrata”, aparentando mais do que os seus de 64 anos, alto, magro, que por ter vivido uma duas décadas em Espanha falava um castelhano quase perfeito. Com ele veio também um óptimo autocarro da empresa Swe-Trans que operou todos os transferes e no qual percorremos perto de dois mil quilómetros através da excelente rede de estradas e auto estradas tailandesas, desde a capital longínquas paragens nas montanhas a norte, junto à fronteira com o Laos e Myanmar (Birmânia). Efectuado o check-in no Furama Siliom situado no coração da cidade, o resto do dia, o segundo da viagem, foi dedicado à banhoca regimental seguida de um merecido descanso e excelente jantar no hotel. Não sem antes a Stella com fogo na alma e o  sangue aos pulos, qual galinha com os seus pintainhos atrás, nos ter conduzido ao Pat Pong, mercado nocturno onde se podem adquirir produtos de luxo das mais prestigiadas marcas. Devidamente contrafeitos, eles chamam-lhes cópias e são melhores que os originais. Ali se encontram também instalados inúmeros bataclãs com os seus efectivos em exposição, onde se pode entrar para tomar apenas uma bebida ou submeter-se a uma massagem que pode ser completa se o cliente o desejar. Atenção, muita atenção às Lady-boys, recomendou o senhor Pon Tchai! Segundo ele, algumas (ou alguns?) são muito bem “constituídos”. E se o feitiço se vira contra o feiticeiro, quem nos acode? Se tiveres curiosidade vai até:
 https://youtu.be/4Ka_ynow184 ou https://youtu.be/vr7bRuapi74 para veres como são bonitas … Mais algumas fotos:

 BKK, cidade moderna, maravilhosa, onde não se vêm "caixotes" nem sequer dois edifícios parecidos. Abençoados arquitectos.

 Outra vista da cidade com o edifício escangalhado do lado direito da foto.

 Este nada tem de especial a não ser o elevado número de pisos. Mas não é, nem de longe nem de perto, o mais alto.

 Pequeno santuário à porta de um condomínio.

 Estranho meio de transporte!

 E aqui vai outro com pessoas como que dentro de uma jaula.

 Este condutor de Tuc-tuc aguardo pelo próximo cliente.

Mercado de Pat Pong. A esta hora ( +6 da tarde), estavam ainda os comerciantes a começar a desembalar a tralha. Esta imagem é da minha câmera.

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Esta é da Net. o Pat Pong a trabalhar em pleno.

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E cá está, no mesmo local, um reclame bem sugestivo!
Imagem da Net.

Bem, depois da visita ao mercado Pat Pong, a noite não poderia terminar sem mais uma loucura completamente imprópria para cardíacos: Uma corrida de Tuc-Tuc's, a alta velocidade, pelas ruas mais movimentadas de Bkk, na qual todos alinharam. Ideia de quem? Da menina Stella, pois claro!






quarta-feira, 23 de março de 2016

138 – Para o Oriente, já!

Se, enquanto lês, quiseres ouvir uma selecção de músicas relacionadas com o tema (oriente - Tailândia), só tens que clicar no botão do player e a música arrancará automaticamente. Mas, para te lembrares que estamos em tempo de Páscoa - hoje é quinta feira santa - ouvirás uma canção alusiva, na voz de Kate Voegel.


 Fotos correspondentes ao 1º e 2º dias de viagem, 4 e 5 de Março 2016.

Havia muito que, da minha “carteira” de viagens, fazia parte um périplo pelos países do sueste asiático, alguns deles integrando o grupo dos novos tigres devido ao crescimento quase “explosivo” das suas economias. Estão na lista os seguintes: De norte para sul, Myanmar (antiga Birmânia), Laos, Tailândia, Camboja, Vietname, Malásia e lá bem no extremo sul deste último país, a cidade-estado de Singapura. Todos apresentam a particularidade de oferecer aos seus visitantes estruturas turísticas de luxo e grande luxo a um preço que o português da classe média se pode dar ao luxo de desembolsar. Muito importante no meu caso! A hospitalidade e “doçura” destes povos é mundialmente reconhecida pelos viajantes, o que, juntamente com o facto de muitas regiões se apresentarem quase “intocadas” evoca no nosso imaginário uma certa reminiscência do que terá sido o Éden ou paraíso terrestre. Muitos possuem fronteiras comuns o que torna fáceis, rápidas e económicas as deslocações entre eles, quer se façam por via terrestre ou aérea.
E há sonhos (sonho meu, sonho meu …) que se tornam realidade! A coisa começou a tomar forma em Novembro último quando a amiga Stella, guia turística, proprietária e gerente da minha agência de viagens preferida, a “Costa de Prata” me propôs integrar um grupo para um passeio até à Tailândia, com uma incursão rápida ate ao Laos e uma mirada à Birmânia. Por diversas vezes referi neste blog a minha desafectação quanto às viagens em grupo. Porém, para os destinos que referi não me apetecia viajar a solo e, não tendo conseguido arregimentar um ou dois amigos para tal empreendimento, olha, … lá vai Maria com as outras!
Passando aos pormenores:
A viagem teve lugar entre os dia 4 e 14 de Março (2016) sendo o grupo constituído por 22 magníficos e magníficas, mais a Stella, que nos acompanhou do primeiro ao último minuto da nossa deslocação e se ocupou de todos os pequenos detalhes de modo a que nenhum dos seus clientes (amigos) fosse sujeito ao menor transtorno ou desconforto. A comitiva integrava na sua maioria casais “maduros” com experiências positivas de viagens realizadas anteriormente através da mesma agência. A nossa caçula, na casa dos trinta, simpática fadista de primeira água (mas não de primeira viagem …) era a Carina que, devido à dificuldade de os orientais pronunciarem os érres, ficou simplesmente Calina. Mas já recuperou! E então foi assim: Na madrugada do dia 4, cerca das 09H00, encontrava-se estacionado no largo fronteiro à Costa de Prata, o autocarro que nos haveria de levar até à zona das partidas do aeroporto mais seguro do mundo, o da Portela (Lisboa). A viagem desdobrada em dois troços; Lisboa – Dubai em Boeing 777 depois Dubai – Bangkok no gigante 380 da Airbus, teve início (descolagem) como previsto, cerca das 13H30. Foi uma viagem tranquila e portanto sem história na qual a companhia dos “Emirates” revelou todo o seu know-how quanto ao negócio do transporte aéreo, desde a assistência a bordo, de primeira categoria, não faltando mesmo uma tripulante de cabine portuguesinha da costa. A comida era boa, houve frequente oferta de bebidas no lugar e, daquilo de que posso dar fé, as necessidades dos passageiros eram diligentemente satisfeitas. Apenas um senão, a viagem é longa pa car…, umas 15 horas sem contar com a duração da escala no Dubai. Não fosse isso e dada a maravilha meteorológica que temos tido, eu juro que já lá estava de novo. A continuação fica para o próximo post, agora só mais umas fotos.

 O autocarro doa transfer e o seu simpático motorista, senhor António

 O João Isidoro "apanhado" com a boca ... no pastel de nata, numa área de serviço da A8. Repousando a cabecinha no seu ombro, a sua prima e nossa guia Stella.

 Vista geral da "rapaziada" (e raparigada) dentro do autocarro.

 No aeroporto, malas e malotes atrás dos donos a caminho do check-in.

 O gigante, Boeing 777, começa a compor-se. Transporta cerca de 400 passageiros, dez por cada fila.

 A Stella, ao lado o primo João ...

  ... que só consegue tirar um cochilo com uma manta pela cabeça!

 Sorridente e bem disposto (ai não, vai de cú tremido ... ), o autor deste blog.

 No aeroporto do Dubai, aguardando o retomar da viagem.

A bordo do gigantão Airbus 830 com 800 passageiros nas entranhas. Não havia espaço nem para mais uma agulha.

 Fazendo o checkin no hotel Furama Silom (Bom)à chegada a Bangkok.

Uma vista das traseiras do nosso hotel. Um edifício moderno no qual uma habilidade arquitectónica o faz parecer que está em ruína. Em planos mais recuados, uma vista geral desta velha e ao mesmo tempo moderna e glamourosa cidade.

A seguir, três pequenos vídeos. O realizador era bem fraquito e os figurantes também não eram por aí além ...!
Vídeo 1 - Os passageiros  da  Ranha - Pombal, no momento do embarque.


Vídeo 2 - E os segundos, no mesmo local.


Vídeo 3 - E o resto da companhia, já nas Caldas da Rainha!