terça-feira, 12 de abril de 2016

155 - Tailândia: Flores e jardins.


Natureza, flores e jardins encantadores.

Jaime, o nosso simpático guia, fez-nos saber que na deslocação para Chiang Mai iríamos ter a oportunidade de fazer uma visita extra programa a um dos locais mais procurados pelos turistas no norte da Tailândia. Doi Tung é uma montanha situada junto à fronteira com a Birmânia cerca de 60 Km. a norte de Chiang Rai. Ao topo desta montanha de média altitude (1389 metros), chega-se através de uma estrada que, embora bem pavimentada, apresenta um enorme declive e curvas de fazer enjoar uma pescada! Lá em cima estão o Doi tung Royal Villa e na encosta logo abaixo, o jardim botânico Mae Fah Luang, onde flores e plantas crescem entre formações rochosas. Estas são duas das maiores atracções turísticas da província de Chiang Rai.
O real palácio que designo como Villa, foi mandado construir em 1987 pela mãe do actual rei, a princesa Srinakarindra ao estilo de Chalé suíço (cottage). A esse respeito, sua filha Galyani Vadhana, irmã do rei, também terá mandado uns bitaites. Dizem que por dentro é muito bonito e extremamente funcional, incorpora como não poderia deixar de ser, muitos materiais recicláveis. Quem se lixou foram os habitantes de duas aldeias tribais de Akha e Musoe que viviam praticamente à soleira da porta de sua alteza a princesa mãe. Foram deslocados para uma área situada a uns 500 metros de distância mas, em compensação, asfaltaram-lhes o caminho e hoje dispõem de água canalizada e corrente eléctrica.
O palácio foi construído no pressuposto de que a presença de suas majestades ali por perto, (dizem até que o rei passou lá alguns períodos de férias), incentivaria aquela rapaziada a abandonar o negócio do cavalo passando a dedicar-se a actividades lícitas. E assim acabaram com as promissoras carreiras de alguns traficantes!
Quanto ao jardim, situa-se numa extensa cova em forma de concha, frente ao palacete. Outrora um assentamento do povo Ahka, esta aldeia chamada Pa Kluay era muito importante por se encontrar na rota das caravanas do ópio. Neste jardim, com uma área de dez hectares, crescem sobretudo plantas características dos climas temperados como: Dálias, magnólias, petúnias, gerânios, gladíolos e muitas outras.
Alguns dos dados aqui apresentados foram retirados da Wikipédia e
Thaiwaysmagazine.com
Seguem-se as habituais fotografias:

 Sua alteza a princesa Srinakarindra, mãe do actual rei (1910-1995).
Fotografia da net.

 Doi Tung Royal Villa.
Foto da net.

Jardim botânico Mae Fah Luang.

























154 - Maravilhas da Tailândia: As mulheres Kayan.


Deus existe! 
Brindou-nos com a prodigiosa Natureza povoada por Animais magníficos e ornamentada com belas Flores onde reproduziu todas as cores do arco-íris. E certamente, num momento de maior inspiração, Ele concebeu a Sua obra prima, a Mulher. Para elas, o habilidoso Homem criou depois as jóias e as sedas. Eis as sete Maravilhas segundo um ranking muito ... pessoal!

Deixo aqui algumas considerações sobre cada uma delas já que foram o prato de substância do penúltimo dia da nossa viagem, 12 de Março de 2016. No topo da lista coloco as:

Mulheres Kayan ou mulheres girafa.

À semelhança do que me contaram acerca dos elefantes tailandeses (ver post anterior), também neste caso ouvi dizer algumas coisas não muito abonatórias acerca do tratamento dado a esta comunidade (Kayan ou Karen people) pelas autoridades do país. É certo que entre o que se ouve dizer e a realidade, vai por vezes uma grande distância. E quanto a factos … não tenho!
Os Kayan pertencem a um subgrupo étnico tibetano-birmanês do qual fazem parte os Padaung, com os quais não gostam de ser confundidos. Como expatriados, os Kayan vivem desde há várias gerações no norte montanhoso da Tailândia onde encontraram refúgio. (Ver/ler post nº 145)
Entre as tribos da montanha, as mulheres Kayan tornaram-se icónicas no mundo do turismo. São conhecidas como mulheres girafa, devido ao aspecto aparentemente alongado dos seus pescoços obtido à custa de um artifício que tem início quando ainda são muito jovens, entre os dois e os cinco anos. Por volta dessa idade, as meninas começam a usar anéis dourados à volta do pescoço, o que lhes há-de conferir uma beleza muito apreciada entre os seus e não só. Modos suaves, voz melodiosa e música dolente, completam o extraordinário encanto que irradia destas mulheres.

Pois, contaram-me que esta comunidade vive em condições muito precárias, com baixíssimos índices de desenvolvimento humano, nomeadamente no que diz respeito à habitação, saúde e escolaridade. Os seus rendimentos são diminutos e provêem basicamente do artesanato (tecelagem), área na qual se tornaram exímias como tivemos oportunidade de constatar.Também ouvi dizer que estão confinados a uma espécie de reserva da qual não se podem ausentar. Pior que tudo isso, diz-se, as mulheres não poderiam retirar as argolas que usam à volta do pescoço e, caso o fizessem, perderiam algum apoio (financeiro ?) que lhes é facultado pelo estado que, deste modo, as mantém como chamariz turístico. Verdade?
Terminada a visita ao parque dos elefantes, prosseguimos com o programa estabelecido para a jornada, tomando a direcção da vila Kayan de Maetaeng.

Como nas aldeias dos Kayan (tribos das montanhas) não existem arruamentos que permitam o acesso por autocarro, tivemos que fazer, mais uma vez, o transbordo para estas carrinhas  ... que vão a todo o lado!

Acomodamo-nos como podemos, seis ou sete pessoas em cada viatura.

A aldeia que vamos visitar chama-se Maetaeng conformrme se pode ler no bonito autdoor.

Primeira vista da aldeia.

Entre as crianças que brincam, há uma vestida com trajes de cerimónia. Seria o dia do seu aniversário?

A comunidade vive essencialmente do comércio de artesanato, muito dele produzido localmente.

Uma pequena vendedora com ar muito sério, postada à frente da sua loja.

Mãe e filha ... lindas!

Atendendo aos elementos que dão a uma determinada área o seu carácter residencial, sendo eles tão parcos nesta aldeia, como constatei, fiquei com a impressão de que as pessoas de facto não vivem aqui. Talvez seja mais favorável para o negócio que as suas lojas se situem num local que os turistas acham muito natural ... típico, etç.! Quanto aos homens da aldeia, não vi nenhum, pelo que só posso deduzir que se entregam a outros trabalhos.

Uma beldade ...

... e outra.

E ainda mais esta.

Uma pequena e linda tecelã de 16 anos.

O João, qual D. Quixote dispara seixos com a fisga acabada de adquirir contra alvos imaginários. Assim ninguém se falhou o alvo ou se a culpa é da pedrita ou do atirador!

Boa pose!

Será que as mais novas se estão borrifando para a tradição e recusam usar as argolas à volta do pescocito?





segunda-feira, 11 de abril de 2016

153 - Tailândia: Elefantes.

Chiang Mai, 12 de Março de 2016 - 9º dia da viagem à Tailândia.

Programa para este dia: "...  ver o banhos dos elefantes ... um passeio opcional através dos campos de bambu ...visita à aldeia tribal Karen (Kayan) das mulheres girafa. Almoço em restaurante local. Segue-se visita a uma plantação de orquídeas...visita à povoação de Sankamphaeng e seus artigos de seda, prata, laca etç".

Thai-lândia, antigo reino do Sião e hoje Reino da Tailândia, gosta de ser reconhecida como terra da liberdade. Para isso, os orgulhosos tailandeses recorrem a uma espécie de corruptela que altera o significado do prefixo Thai, “independente” em tailandês, transformando-o numa expressão muito mais apelativa para estrangeiro ouvir,” terra da liberdade”. Benvindos à Tailândia, terra da Liberdade, dos Sorrisos e da flor de Orquídea (símbolo nacional), são algumas das palavras calorosas com que nos recebem. No entanto, neste país de 70 milhões de habitantes*, o céu que cobre o aparente oceano de paz, amor e felicidade no qual vivem, apresenta algumas nuvens que convirá eliminar. Uma delas tem a ver com a questão do tratamento dado aos seus elefantes, os maiores da Ásia. Cedendo às pressões de diversas organizações internacionais preocupadas com o bem-estar animal e sobretudo, temendo as consequências que pudessem afectar a sua galinha dos ovos de ouro, o turismo, a Tailândia comporta-se hoje de uma forma eticamente mais aceitável do que em passado recente. Muitos animais que viviam em situação de autêntica escravatura, foram resgatados por ONG’s e vivem actualmente em semiliberdade nos parques criados para o efeito. Recebem alimentação adequada e cuidados gerais prestados por funcionários e voluntários de todo o mundo. Passeiam turistas às cavalitas, o que não agrada nada a muitos conservacionistas mas, já não são obrigados a submeter-se àquelas macacadas dos circos, nem à brutalidade do trabalho nas florestas onde, à força de músculo eram obrigados a arrastar troncos com o seu peso ou mais. Pintam quadros … a que preço, com que esforço e sofrimento? O seu treino continua a ser uma prerrogativa dos Mhaout’s. Começa na infância e continua a ser bastante penoso, naturalmente com algumas melhorias nos métodos, e avanços na formação dos treinadores.

*Os do norte chamam aos compatriotas do sul do país Siam que significa, cidadãos de pele escura. Informação dada por aquele que foi nosso primeiro guia, sr. Pon Tchai. 

A entrada para o parque dos elefantes de Maetaeng.

Colocando uma corrente à volta da pata do bichinho.

Por cima do lombo do animal bota-se uma protecção (manta) e sobre esta, um palanquim bem cilhado. Os passageiros sobem até uma espécie de cais a partir do qual se processa o transbordo para o dorso do animal ...

...e aí vão eles!

Vista geral do parque.

Alguns visitantes assistem ao banho dos elefantes no rio sob esta ponte.

Segura aí o meu télélé que eu também quero ir ao banho, diz a Stella!

Passeio em jangada de bambu no rio dos elefantes.

Os paquidermes atravessam o rio montados nos pobres animais!

Idem.

Área comercial no parque dos elefantes. Aqui encontramos lojas de souvenir's, café, gelados, quadros pintados pelos artistas de trombas etç.

Chegados ao término do trilho florestal, o regresso dos riders faz-se em carro de bois.



Quadros pintados pelos paquidermes, à nossa vista, enquanto assistíamos a um espectáculo no qual demonstravam algumas habilidades e muita inteligência.

Ìdem.

Os belos quadros que vimos pintar e .. assinar!

Reagrupamento para almoço.


E cá estamos, prontos para iniciar o trabalho mais importante do dia.

Nesta altura já tínhamos visitado a aldeia Kayan onde o João comprou a arma que traz pendurada ao pescoço. Haveria de ser desarmado no dia seguinte, no controle de segurança do aeroporto de Chiang Mai!.

Paciência diz ele ... até parece que estava a adivinhar!